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POL�TICA
PERABOA APROVA MOÇÃO DE PROTESTO
Rádio Cova da Beira
A assembleia de freguesia de Peraboa aprovou por maioria uma moção de protesto ao comportamento adoptado pelo executivo da junta em encerrar os serviços administrativos da autarquia entre os dias três e sete de Outubro. A questão foi justificada com um período de férias da única funcionária que ali desenvolve a sua actividade mas a decisão foi duramente criticada pelas bancadas da oposição.
Por Nuno Miguel em 21 de Oct de 2016

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A moção foi apresentada pelo eleito do PSD que considera que se trata de uma situação inadmissível. Marco Aurélio considera que esta situação pode vir a dar argumentos a outras entidades para encerrarem os serviços administrativos da junta de freguesia “quando se diz aqui que não se conseguem encontrar soluções para manter a junta de freguesia aberta e no período em que a funcionária está de férias a junta vai fechar nós estamos a dar um argumento para encerrar a junta de freguesia. Não serão os outros que nos vão fechar a junta. Este presidente da junta de Peraboa, Sílvio Dias, eleito nas listas do PS, consegue fazer esta obra que é ele próprio encerrar a junta de freguesia. Agora foi uma semana mas no passado foram outros dias e repare-se que com aquilo que hoje aqui foi dito depreende-se que para o ano a junta pode fechar 25 dias que é o período de férias a que a funcionária tem direito. Isto é inadmissível”.   

 

A moção contou com três abstenções, da bancada do PS, mas com quatro votos favoráveis dos eleitos do movimento “Acreditar Covilhã”. José Brás não poupa ainda nas críticas à falta de soluções evidenciadas pelo executivo da junta para suprir o período de férias da funcionária “tornou-se evidente que é feito um convite a pessoas pré definidas para irem ocupar os cargos que a junta põe à disposição quando, numa situação perfeitamente normal, era fazer uma oferta pública de emprego e não houvesse uma resposta positiva isso teria de ser analisado. Desta forma até ficam colocados em causa todos os métodos de contratação anteriores que foram feitos até aqui”.

 

Já o secretário da junta de freguesia admite que as questões financeiras não foram o principal entrave a realização de uma contratação temporária. António Fonseca sublinha que se tratou de uma semana em que a junta de freguesia teria de movimentar elevadas verbas em dinheiro e não foi possível encontrar uma pessoa capaz de assumir essa responsabilidade “há coisas que nós não podemos contornar; neste caso concreto estamos a falar da substituição de uma pessoa que é secretária da junta, que teve formação para tratar dos assuntos relacionados com os CTT e esse foi um grande cavalo de batalha que travámos mas foi completamente impossível contratar alguém que assumisse a responsabilidade de movimentar tanto dinheiro relacionado com os vales dos idosos”.   

 

Uma reunião que ficou ainda marcada por duras críticas da oposição à falta de acção do executivo da junta de freguesia em apoiar a construção do lar de idosos. Um projecto que está a ser desenvolvido pelo centro social do divino Espírito Santo.


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