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Sábado, 11 Jul 2020
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POL�TICA
AMC FAZ AVALIAÇÃO DO MANDATO
Rádio Cova da Beira
Foram várias as críticas à acção desenvolvida pela câmara da Covilhã ao longo de três anos de mandato na sessão solene da assembleia municipal para assinalar os 146 anos de elevação da Covilhã à categoria de cidade.
Por Nuno Miguel em 20 de Oct de 2016

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No dia em que se assinalaram três anos da tomada de posse do actual executivo Marco Gabriel, da bancada da CDU, reconhece que foram muitas as dificuldades do actual executivo mas tal situação não devia impedir a definição de uma verdadeira estratégia para o futuro do concelho “porque era preciso resolver o urgente faltou discernimento para resolver o essencial; faltou até agora planeamento estratégico, definir prioridades de actuação, planeamento financeiro e reestruturação da dívida e que o PCP há muito propôs. A factura da água, apesar do lucro de um milhão de euros e da redução do preço da tonelada do lixo, não foi ainda reduzida. Faltou proactividade na relação com as instituições, lançando as bases da discussão colectiva de programas e políticas de educação, cultura, recreio, habitação e outras e perdemo-nos numa imensidão de discussões individuais sobre como apagar fogos desta ou daquela entidade”.   

 

 

Já o representante da bancada do PSD sublinha que passados três anos continuam por cumprir as principais promessas feitas à população como a diminuição do preço da água, a construção da nova barragem, apoio às freguesias, captação de novas empresas e postos de trabalho, manutenção de estadas e a concretização de novos postos de trabalho por parte da PT ao abrigo de regalias concedidas à empresa. João Nuno Serra sublinha que a Covilhã é hoje um concelho sem rumo “alguém aqui sabe onde estamos e para onde queremos ir?” interrogou. “Esta câmara continua à deriva num mar navegável, mas cujo engenho e arte para colocar a Covilhã na rota do desenvolvimento, planeando, fazendo, controlando e avaliando não são condições nem atributos que parecem estar ao alcance de todos. Esta câmara faz lembrar uma câmara «Nem Nem». Nem planeia o futuro nem concretiza as promessas do passado. A liderança regional não mora aqui; perdemos essa liderança e quer se queira quer não isso também influência a nossa capacidade de captar investimento”. 

José Horta, da bancada do movimento “Acreditar Covilhã” sublinha que este mandato ficou marcado por um conjunto de opções erradas que o actual executivo seguiu “vemos a mudança da CIM para a Guarda, a fuga de empregos e investimentos para concelhos vizinhos. Mais do que criticar é não compreender toda a situação que envolveu a muito polémica decisão do «park c» que um dia a história se encarregará de trazer a nós toda a verdade. Criticar a oportunidade perdida por este executivo de demonstrar um sinal claro de atrair empresas para o nosso concelho ao não isentar de derrama empresas que aqui se queiram instalar. Mais do que criticar è ficar perplexo com a aprovação da nona rectificação que foi feita ao orçamento deste ano o que demonstra a dificuldade que este executivo tem em gerir financeiramente a cidade”. Outros exemplos foram a não isenção de IMI para as colectividades e a falta de apoio à adega cooperativa da Covilhã e à RCC.

Coube a Hélio Fazendeiro fazer a defesa do trabalho desenvolvido pelo actual executivo. O eleito do PS sublinha que não existe nenhuma obsessão com a pesada herança que foi encontrada e considerou mesmo que a Covilhã deve rejeitar um regresso ao passado “não podemos voltar a ter uma câmara municipal endividada a 300 por cento, em risco de entrar em saneamento financeiro, e com isso onerar os cidadãos, em especial as gerações vindouras, e hipotecando o nosso futuro colectivo. Bem sei que se fala no passado mas não é o PS que está obcecado com ele e com a pesada herança. Infelizmente é o passado e os problemas que dele advém que insistem em continuar, quase diariamente, a ensombrar a governação na câmara municipal. Alguns contorcem-se nos seus lugares nesta assembleia porque sabem que por omissão ou por intervenção directa tiveram responsabilidade nesse desgoverno e não se coíbem de vir a esta assembleia com um discurso de inverdades e julgando que com isso conseguem ludibriar os covilhanenses”.  

Também o presidente em exercício da assembleia municipal da Covilhã sublinha que o actual mandato tem ficado marcado pela conjuntura de dificuldades financeiras e por algumas oscilações do ponto de vista político. José Armando Serra dos Reis considera ainda que o futuro deve ser encarado de uma forma mais audaz “temos de ser audazes e aproveitar as oportunidades; o futuro imediato passa por sabermos criar as parceiras, estimular os investimentos privados e aproveitar bem as verbas disponíveis no presente quadro comunitário. Estes três anos têm sido tímidos no lançamento dos programas mas tudo indica que os próximos quatro serão áureos nesta questão e sobretudo temos de dar contributos e estar atentos ao quadro de reprogramação que vai ocorrer em 2018 por vontade do governo Português e acolhida por Bruxelas”.

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