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Terça, 20 Ago 2019
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SOCIEDADE
SCMF PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E APRENDIZAGEM
Rádio Cova da Beira
“Sabemos muito pouco sobre o nosso cérebro e aquilo que sabíamos há 10 anos atrás pode estar desactualizado.” A ideia deixada por Luís Maia, professor na universidade da Beira Interior, que foi um dos convidados do painel sobre o cérebro e a aprendizagem no seminário promovido pela santa casa da misericórdia do Fundão no âmbito das comemorações dos 500 anos.
Por Paula Brito em 27 de Sep de 2016
 

Há no entanto verdades que já estão provadas há mais de um século - não há aprendizagem se não houver estimulação cognitiva “não há qualquer dúvida, usem o cérebro e o cérebro estará mais desenvolvido e se está mais desenvolvido está mais capaz de aprender, de reagir de interagir com o mundo”.

Luís Maia deitou por terra a teoria de que a memorização não deve fazer parte dos métodos de aprendizagem “não caíamos no erro de dizer que se apresentam as coisas feitas, não se puxa pela memória, e os meninos serão capazes de viver a sua vida. Como é que alguém pode querer valorizar o processamento do conhecimento se o conhecimento não está armazenado, que modelo educativo é este?”

Por terra cai também a teoria de que uma pessoa de idade não tem a mesma criatividade de um jovem. Pese embora o declínio cognitivo que está associado à idade, se mantiver o cérebro activo, um indivíduo de 70 anos terá a mesma capacidade criativa de um jovem. A ideia deixada, no mesmo painel, por Ruben de Cabral, professor na escola superior de educação S. João de Deus. O docente lembra que o “conhecimento não é algo que se possa dar mas que se conquista” assumindo assim grande importância o contexto em que vivemos. Ruben de Cabral lamenta o défice de conhecimento que hoje existe nos jovens e não só “o que hoje falta aos nossos jovens, e que falta a muitos de nós, é a cultura geral que dá o contexto às garatujas que aprendemos nas escolas, mas as escolas não podem dar cultura geral são os pais que têm que dar cultura geral, tem a ver com ler, não interessa que seja no tablet, têm que ler, têm, que se expor”.

O desenvolvimento psicológico e aprendizagem foi o tema do terceiro seminário promovido pela Santa Casa da Misericórdia do Fundão no âmbito das comemorações dos 500 anos que se prolongam até ao próximo mês de Março “todas as iniciativas que foram concebidas neste aniversário foi a pensar nas diversas valências, e na qualificação dos nossos profissionais e aumento das suas competências, mas não quisemos guardar isto só para nós e é isso que estamos aqui hoje a fazer”.

Jorge Gaspar, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão anunciou já o próximo seminário, no dia 17 de Outubro sobre a produção de borrego na Cova da Beira, uma vez que um dos projectos que a misericórdia tem em mente é desenvolver essa produção numa das quintas da instituição.   


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