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Segunda, 17 Dez 2018
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SOCIEDADE
UMA HIST√ďRIA COM 57 ANOS CHEGOU AO FIM
Rádio Cova da Beira
O externato de Nossa Senhora dos Remédios, no Tortosendo, já não vai abrir portas no arranque deste ano lectivo. Ao que a RCB apurou os encarregados de educação foram confrontados com a necessidade de transferir os alunos que estavam matriculados e a direcção da escola está a negociar a rescisão de contrato com os docentes.
Por Nuno Miguel em 07 de Sep de 2016

Confrontado com esta situação, o presidente da junta de freguesia do Tortosendo refere que ainda não tem conhecimento oficial desta decisão mas lamenta a situação “é uma notícia triste não só para a freguesia mas para todo o concelho da Covilhã. É o fim de uma instituição por onde, durante quase 60 anos, passaram milhares de alunos e que foi uma das melhores instituições de ensino do interior do país. A confirmar-se essa notícia deixa-nos profundamente tristes”. 

David Silva considera que o encerramento do externato representa uma perda para a freguesia do Tortosendo e deixa uma palavra de solidariedade a toda a comunidade educativa “temos estado a acompanhar esta situação nos últimos tempos, e que também se tem verificado em várias escolas do ensino particular, e acima de tudo dizer que a junta de freguesia está triste, solidária com o externato mas não podemos fazer mais nada dentro do nosso quadro de competências. É uma freguesia que fica mais pobre com o encerramento desta instituição”. 

Também questionado sobre o assunto, o presidente da câmara municipal da Covilhã reconhece a importância histórica de um estabelecimento que ao logo dos anos formou milhares de alunos. Vítor Pereira não esconde o lamento pelo facto de o externato já não abrir portas este ano “infelizmente o externato já não vai abrir portas e é uma situação que lamentámos; por mais que fosse justo que aquele estabelecimento se mantivesse de portas abertas a câmara nada pode fazer quanto a isso. Ele serviu durante muitos anos, enquanto não havia alternativas públicas, as nossas populações e é triste ver fechar portas uma escola com esta história e com a dimensão que tem. É algo que não nos agrada”.

Ainda assim o presidente da câmara da Covilhã refere que a surpresa não foi total uma vez que o número de alunos matriculados vinha a diminuir de ano para ano “infelizmente não é uma novidade porque eu tenho monitorizado essa situação e com inscrições para uma apenas uma turma era difícil manter aberto um estabelecimento de ensino desta natureza. É pelo menos essa a informação oficiosa que tenho”.

Contactada pela RCB, a direcção do externato não quis fazer quaisquer comentários sobre o assunto.


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