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Domingo, 17 Jan 2021
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COVILHÃ RECRIA INAUGURAÇÃO DA LINHA DA BEIRA BAIXA
Rádio Cova da Beira
O município da Covilhã vai assinalar os 125 anos da linha da Beira baixa com a recriação da inauguração da linha pelos reis D. Carlos e D. Amélia em 6 de Setembro de 1891. São mais de 200 figurantes que no próximo dia 6, vão recriar o momento histórico junto à estação ferroviária da Covilhã numa iniciativa que envolve as colectividades do concelho, empresas e sociedade em geral.
Por Paula Brito em 26 de Aug de 2016
Segundo Carlos Madaleno, director da rede municipal de Museus, não vai ser possível levar as 40 mil que há 125 anos estiveram na visita real mas entre os figurantes vão estar as personalidades que acompanharam o rei em 1891 “desde logo o ministro das obras públicas, João Franco, o pai de João Franco que foi presidente da câmara do Fundão, Emídio Navarro a quem temos que agradecer a vinda do comboio”.

Mais do que uma recriação histórica, o momento pretende ter um carácter pedagógico contextualizando a época, exemplo disso é o contingente que veio acompanhar a visita real “é curioso como dá para ver o pulsar das cidades na época: enquanto que para Castelo Branco veio um corpo de 20 polícias comandado por dois cabos, para a Covilhã veio um contingente de infantaria com 120 homens comandado pelo General Elvino de Brito que mais tarde vai ser um importante conselheiro de Estado a quem a Covilhã deve muito em termos de obras públicas”.

Mas os reis não vieram apenas inaugurar a linha da Beira Baixa, na Covilhã visitaram quatro fábricas de lanifícios e lançaram a primeira pedra do hospital projectado inicialmente no convento de Sto. António, actual reitoria da UBI “que não se veio a construir mas que foi o início de um processo que viria a culminar 15 anos mais tarde com a construção do hospital da misericórdia”.

Carlos Madaleno recorda que a vinda dos reis começou por ser um boato que surgiu na região e que os autarcas na altura de Covilhã, Fundão e Castelo Branco transformaram em realidade quando decidiram, juntos, deslocar-se a Sintra para falar com a família real “há esta união de dimensão regional, já nessa altura tinha-se a noção da importância desta linha para a região e para a Guarda que só fica concluída mais tarde porque já nessa altura o país atravessava dificuldades”.

125 anos depois a ligação à Guarda está encerrada mas Vítor Pereira recorda a antecipação das obras anunciada pelo ministro das infraestruturas na Covilhã no passado mês de Julho. Na apresentação das comemorações dos 125 anos da linha da Beira Baixa o autarca covilhanense voltou a pedir, não carruagens reais, mas qualidade no material circulante na linha “o reforço da qualidade do material circulante, ou seja, das condições de conforto, de comodidade, segurança para os nossos concidadãos e de quem vier trabalhar ou visitar a nossa região seja transportado em carruagens condignas, confortáveis e seguras”.

Paralelamente serão inauguradas duas exposições que estarão patentes na Estação da Covilhã e reeditado o jornal 6 de Setembro de 1891, uma edição única que perpetua a vinda dos reis à região para inaugurar a linha da Beira Baixa que, a título de curiosidade, percorreram em 8 horas de Sintra a Castelo Branco.


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