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Quarta, 23 Set 2020
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POL�TICA
SCUTS: MOVIMENTO LAMENTA INDIFERENÇA DO GOVERNO
Rádio Cova da Beira
As ex-Scuts continuam a ser “negócio apetecível” defende Luís Veiga em entrevista à RCB. O porta-voz do Movimetno de Empresários pela subsistência do interior refere-se à recente venda das oito antigas Scuts, (excepção da A23), por 600 milhões de euros à Ardian Infraestructure.
Por Paula Brito em 24 de Aug de 2016
O acordo de venda dos activos da Ascendi, grupo detido pela Mota Engil e Novo Banco, prevê ainda um valor adicional de 53 milhões de euros, por via de um mecanismo variável do preço “o que demonstra que se há um fundo e uma empresa de infraestruturas estrangeira que paga 650 milhões é porque as rendas são apetecíveis, estão acima do que seriam as rendas morais da época que estamos a atravessar e o anterior governo não quis fazer nada sobre isso onerando a região com este encargo que é o maior custo de contexto que temos actualmente”.

Mas se o anterior governo andou mal neste processo, o actual não andou melhor, considera o porta-voz do movimento de empresários pela subsistência do interior “o que o governo deveria ter feito e teve tempo para isso, mas quando se trata do interior nunca há tempo, neste aspecto todos os governos são iguais, era alterar o modelo de negócio, este modelo está ultrapassado”.

Luís Veiga critica ainda o facto de o governo ter olhado para todas as antigas Scuts por igual, aplicando o desconto de 15% nas portagens do Algarve e da Beira Interior, e considera que o desconto anunciado na Covilhã pelo ministro das infraestruturas e planeamento não vai ter efeito “absolutamente nenhum”.

O Movimento, criado em 2011, para combater a introdução de portagens nas Scuts da Beira Interior, continua activo já que o motivo que esteve na base da sua criação mantém-se “O movimento não morreu, estava expectante sobre uma decisão, relembro que o próprio Passos Coelho falava em 15% de desconto, o actual governo acabou por tomar uma decisão que iria ser tomada por um eventual governo do PSD, não havendo decisões concretas nós vamos continuar este debate público com as outras entidades que estão envolvidas neste processo, o Nercab, a comissão de utentes, o sindicato. Relembro que o ministro das infraestruturas tem um pedido de audiência com estas entidades desde Maio e até à data ainda nem sequer foi respondido, há uma indiferença total”.

O empresário lamenta a indiferença que reflecte a “indiferença com que os  governos têm tratado o interior”. Para Luís Veiga só com medidas “draconianas” vai ser possível inverter a situação.


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