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Segunda, 25 Jan 2021
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CULTURA
MAIS RESPEITO PELOS EMIGRANTES
?Os emigrantes s?o os melhores benfeitores do trabalho em Portugal?. Ideia expressa por Belmiro Narino de Campos, na apresenta??o do seu livro, ontem em Souto da Casa, intitulado ? O homem ? beira do seu destino?. Natural de Souto da Casa, Fund?o, Belmiro de Campos estudou no Fund?o, na Guarda e em It?lia. Ordenado sacerdote em 1953, ? tamb?m licenciado em filosofia pela universidade Gregoriana em Roma. Colabora em v?rios jornais e revistas, nomeadamente no JF, ainda antes do 25 de Abril.
Por Paulo Pinheiro & Miguel Malaca em 27 de Aug de 2009

Constrangido a abandonar o País, regressa clandestinamente e, com a ajuda da embaixada de um País amigo, é autorizado a residir em Lisboa, mas proibido de ensinar filosofia e de escrever; é editorialista desde 1980, do “Contacto”, o primeiro jornal português do Luxemburgo, semanário com uma tiragem de 25 mil exemplares para uma comunidade de oitenta mil pessoas.

Belmiro Narino de Campos dedica o livro aos portugueses emigrantes no Luxemburgo, seus companheiros de 30 anos, e a todos os homens que, para mudar o mundo, se fizeram, eles, a mudança. Na apresentação da obra, em Souto da Casa, o autor pede mais respeito pelos emigrantes, que dão um contributo fundamental para o desenvolvimento de Portugal “se não fossem os cinco milhões de emigrantes, gente trabalhadora e com projecto de vida, que enviam para Portugal mais dinheiro do que Bruxelas não sei o que seria do desemprego em Portugal”.

 “O homem à beira do seu destino”, com tiragem de mil exemplares, demorou um ano a fazer, e são, de acordo com o pároco, reflexões que escreveu ao longo de vários para o jornal “ Contacto”, no Luxemburgo“O livro pretende ser uma espécie de considerando intemporal das coisas que vão acontecendo na vida”.

A cerimónia, que decorreu no âmbito do “Mês de Agosto, Mês da Cultura”, que decorre no Souto da Casa, até ao próximo fim-de-semana, deixa orgulhoso o presidente da junta de freguesia. Luís Castanheira sublinhou a dimensão humana e social do padre Belmiro Narino de Campos

“É uma obra de um homem crítico que valoriza muito o trabalho dos emigrantes. Um homem com uma alma gigante e solidária”.

Em ano de eleições Belmiro de Campos, depois de comparar as democracias portuguesa e luxemburguesa, deixa um conselho àqueles que não estão de acordo com o papel que os partidos têm na sociedade actual “ as pessoas descontentes com os partidos votem em branco. Os políticos que ponham os pés na terra e pensem mais no povo que servem do que neles próprios que servem”.

Belmiro Narino de Campos regressou, uma vez mais, à terra que o viu nasce, agora para deixar testemunhos de experiências vividas.


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