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Quinta, 14 Nov 2019
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DESPORTO
FREAMUNDE SURPREENDE LE?ES DA SERRA ?
O Sporting da Covilh? n?o teve, neste jogo, nem arte nem engenho para somar nova vit?ria na Liga Vitalis. O Freamunde trazia a li??o bem estudada e deu, talvez, raz?o aqueles que defendem que este campeonato ? mais dif?cil para quem actua em casa. E tudo poderia ser diferente se logo ao s?timo minuto Steven Vit?ria n?o desperdi?asse uma grande penalidade?
Por João Perquilhas em 23 de Aug de 2009

Pois é … os leões da serra até nem entraram bem na partida devido à forma atrevida como o seu adversário se apresentou em campo, mas aos poucos equilibrou e acabou mesmo por dispor de uma soberana oportunidade para se adiantar no marcador. Decorria o minuto 7 e Pimenta, pela esquerda do seu ataque, entrou na área forasteira onde foi atingido na face pelo braço de Romaric, que assim impedia o jogador serrano de prosseguir a jogada. De pronto a marca de grande penalidade foi apontada pelo árbitro João Capela, mas Steven Vitória, chamado à conversão, desperdiçou rematando estrondosamente à barra. Este lance terá marcado o encontro visto que os da casa passaram a mostrar um nervosismo exasperante, ao invés do seu opositor que “cresceu” a olhos vistos!

A partir do minuto dez o Covilhã passou então por dificuldades inesperadas… a sua defensiva mostrava-se insegura, desatenta, e pior ainda, dava espaço nas alas, por onde o Freamunde atacava muito e bem. No minuto 11 por duas vezes o golo rondou a baliza de Diego, mas tanto Bertinho como Gustavo desperdiçaram quando estavam em excelentes condições para finalizar com êxito. O golo adivinhava-se e acabou mesmo por acontecer dois minutos depois sem surpresa, tal o desacerto defensivo dos donos do terreno! O irrequieto e influente Bock desmarcou primorosamente Bertinho, para este rematar na passada e bater inapelavelmente o guardião Diego.

Este golo acordou os covilhanenses da letargia reinante e o empate, cinco minutos depois, foi o prémio justo para a mudança na forma de abordagem ao jogo. Pizzi forte na esquerda é consistente na insistência ofensiva e cruza a preceito para Auri, nas alturas, cabecear para o empate.

Passou-se depois por um período de alguma acalmia mas a partir da meia hora de jogo os problemas voltavam à defensiva serrana. Gustavo bateu um pontapé de canto que Bertinho cabeceou aos ferros da baliza de Diego (29`) e a intranquilidade regressava ao último reduto caseiro. Mérito também para a equipa de Freamunde que actuava com dois extremos bem junto das linhas laterais, para onde invariavelmente a bola era colocada nas costas da defensiva serrana. Machado era frequentemente surpreendido nas suas costas e daí saíam lances sempre com selo de golo. E foi precisamente assim que o segundo golo foi fabricado. Minuto 32: cruzamento rasteiro para a entrada da área onde surgiu o remate que acabaria desviado pelo braço de Paulo Vaz. Penalty que nem foi contestado e Emanuel converteu, dando de novo vantagem à sua equipa. E a verdade é que, sete minutos depois, o terceiro tento do Freamunde esteve pertinho de acontecer, só que, desta vez, Diego defendeu com segurança mais um cabeceamento venenoso de Gustavo, após belo centro de Marco Cláudio.

O intervalo chegava assim com vantagem justa do Freamunde e algo teria que mudar na equipa de João Eusébio. Concentração e jogar em antecipação teriam que ser postas em campo para dessa forma impedir que os comandados de Jorge Regadas continuassem senhores do jogo.

Conseguido que foi esse imperativo, (Machado foi substituído por Pedro Ribeiro) pensou-se que o Sporting iria inverter o rumo dos acontecimentos e essa ideia tomou ainda mais corpo quando a igualdade foi alcançada oito minutos após o reatamento. O recém entrado Pedro Ribeiro aproveitou uma bola perdida na confusão para devolver novo empate ao prélio, mas nem isso foi capaz de alterar a tendência do jogo que era de supremacia forasteira…

Aos 70`novo lance de golo foi desperdiçado quer por Bertinho quer por Cascavel que isolados não conseguiram bater Diego, e nem a expulsão de Romaric aos 81`, por acumulação de cartolinas amarelas, retirou fluidez ao bom futebol do Freamunde! A corroborar esta nossa análise está a obtenção do golo que ditaria o triunfo conseguido por Bertinho que assim bisava na partida e sentenciava a mesma.

A quatro minutos do final o inconformismo serrano ainda foi visível e Zezinho chegou mesmo a introduzir a bola na baliza do Freamunde, mas o árbitro decidiu-se por assinalar uma suposta falta de Béré sobre o guardião forasteiro, pelo que o golo não seria validado. Também Pimenta tentou a sua sorte ao segundo minuto de compensação, mas o remate seria defendido, à segunda, por Tó Figueira que assim garantia a conquista dos três pontos.

Enfim, o Freamunde ganhou na Covilhã tal como os leões da serra haviam feito em Aveiro, isto é, com justiça.

A arbitragem de João Capela esteve em bom plano, apenas temos dúvidas no lance ocorrido aos 86 minutos em que o árbitro considerou faltosa a disputa de bola entre Béré e Tó Figueira na grande área da equipa visitante. Para nós não existiu qualquer falta do jogador covilhanense que viu o seu opositor socar a bola sem contacto seu na grande área. Se fosse na pequena área até se aceitava, mas assim temos dúvidas, muitas dúvidas …


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