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Quarta, 26 Jun 2019
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POLÍTICA
“MAU ESTAR NO PS É INDISFARÇÁVEL”
Rádio Cova da Beira
O presidente da concelhia do PSD da Covilhã considera que o pedido de suspensão de mandato do presidente da assembleia municipal, Manuel Santos Silva, não é mais que um pedido de demissão. O tema esteve em análise na última reunião da assembleia de militantes onde Marco Baptista apontou este caso como mais um exemplo da falta de rumo para o concelho que é evidenciada pela actual governação socialista.
Por Nuno Miguel em 23 de Jul de 2016
 

“É de notar que quando terminar a suspensão de mandato, dentro de 365 dias, estamos em cima do próximo acto eleitoral e no fundo é uma demissão que só vem colocar a nu a desorientação completa do PS na Covilhã. Eu atrevo-me a dizer que vamos ter mais um verão quente porque no ano passado ainda existia o acordo e o PSD teve uma postura responsável no sentido de dar o benefício da dúvida ao Partido Socialista nas questões essenciais e permitir a governabilidade da câmara mas neste momento é indisfarçável o mau estar que existe dentro do PS. Pela nossa parte o PSD apresenta-se cada vez mais unido e vai constituir equipas que devolvam a esperança a todos os covilhanenses porque a Covilhã deixou de ser a locomotiva de toda uma reunião”.  

 

À semelhança do que já havia afirmado o presidente da distrital do PSD, também Marco Baptista se mostra apreensivo com o futuro de algumas instituições sediadas no concelho que podem vir a ser deslocalizadas devido à falta de acção do actual executivo “há efectivamente instituições que correm o risco de ser deslocalizadas porque a Covilhã não apresenta soluções. O município é passivo, limita-se a falar da dívida e do passado e não tem nenhuma estratégia para o futuro”.  

 

O líder da comissão política do PSD da Covilhã desvalorizou ainda o facto de a ruptura do acordo de incidência governativa com o PS ter revelado poucos efeitos práticos uma vez que Joaquim Matias manteve as funções a tempo inteiro mesmo depois de lhe ter sido retirada a confiança política. Marco Baptista sublinha que o tempo comprovou que se tratou da melhor decisão “o PSD hoje em dia está unido e a fazer oposição à câmara nos órgãos próprios. É visível, em todos os locais por onde passamos, o descontentamento das pessoas relativamente à actividade municipal e isso só nos vem dar razão quando dissemos que não se pode continuar neste caminho”.


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