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Quarta, 26 Jun 2019
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POLÍTICA
“ESPERO QUE ISTO SEJA UMA PRIMEIRA FASE”
Rádio Cova da Beira
O presidente da associação de municípios da Cova da Beira espera que o anúncio da diminuição de 15 por cento do valor das portagens nas antigas scuts do interior seja o primeiro passo para a abolição definitiva de pagamento para quem circule na A 23 e na A 25.
Por Nuno Miguel em 22 de Jul de 2016

José Manuel Biscaia recorda que a construção dessas vias sem custos para o utilizador foi justificada com critérios de solidariedade nacional e embora considere que a redução agora proposta ficou aquém das expectativas o presidente da associação de municípios acredita que há margem para ir mais longe “devíamos ter baixado o valor das portagens em pelo menos 50 por cento mas tal não foi possível e são 15 por cento; admito que os empresários e actores que estão no terreno possam perceber que isto é uma forma tendencial de reduzir ainda mais. Espero que se houver um milhão de euros de lucro resultante do facto de haver mais pessoas a circular nas auto estradas em consequência desta diminuição esse valor possa ser reinvestido no sentido de diminuir ainda mais o valor cobrado. Não estou satisfeito com o montante mas estou satisfeito com o princípio de reduzir e de pensar no interior e espero é que isto seja uma primeira fase e que, numa outra muito próxima, que sejam mesmo eliminadas as portagens na A 23 e na A 25”.

O também presidente da câmara municipal de Manteigas expressa ainda o seu lamento pelo facto de este plano de mobilidade nada dizer em relação há muito reivindicada ligação do concelho à A 23 “não está nada contemplado; nós tínhamos uma ligação projectada a partir de Manteigas, passando por Valhelhas e Gonçalo e que ira entroncar no nó da Benespera e penso que o valor do investimento não é assim tão elevado que a sua construção não possa ser considerada. A questão é que aqui funcionam os números e onde há mais votos há também uma maior capacidade de influenciar as decisões e nós ainda não fomos capazes até agora de dar a virtude suficiente às nossas justificações. O que é facto é que era uma coisa que nos levava a um patamar diferente ao nível de atracção mas infelizmente isso ainda não aconteceu e é pena que assim seja”.

Já no que diz respeito à antecipação dos prazos para a conclusão dos trabalhos de electrificação do troço entre a Covilhã e a Guarda da linha da Beira Baixa, que devem estar concluídos em 2018 e que representam um investimento de 85 milhões de euros, o presidente da associação de municípios refere que se trata de uma boa notícia para a região. José Manuel Biscaia espera que, ao contrário do que sucedeu no passado, desta vez os prazos sejam efectivamente cumpridos.


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