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Segunda, 17 Jun 2019
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POLÍTICA
FUTURO DA AGRICULTURA EM DEBATE
Rádio Cova da Beira
O director da escola superior agrária do instituto politécnico de Castelo Branco considera que o aproveitamento das potencialidades agrícolas da região só será uma realidade quando existir uma planificação adequada dos objectivos a atingir. A ideia foi deixada por Celestino Almeida no decorrer de um debate sobre o tema que antecedeu a apresentação do manual prático para a plantação de pêssego que teve lugar na Covilhã.
Por Nuno Miguel em 22 de Jul de 2016

O director da ESA sublinha que “nós temos que nos habituar a trabalhar de forma planeada; não é só fazer um plano para 10 ou 15 anos e dizer que está tudo feito. Continuamos a pensar muito a curto prazo, nos projectos para poucos anos, e quando se garante o financiamento depois pensa-se que quando acabar logo se vê. Um verdadeiro processo de planeamento é sistemático, continuo e em que a prospecção das necessidades é constante e o ajustamento dos planos é feito em função disso”.  

Associar a estratégia à experimentação é também um dos caminhos que falta percorrer, afirma o sub director regional de agricultura e pescas do centro. José Paulo Dias sublinha que esse conceito é muitas vezes defendido mas nem sempre é aplicado na prática “a rede não funciona e por vezes temos investigação redundante e a forma de melhorar esta articulação a nível nacional tem de melhorar. É certo que se fala muito nessa ligação entre a experimentação e a investigação mas, na maior parte das vezes, isso depois não cola naquilo que é a realidade”.

Outro dos principais problemas do sector diz respeito à formação de quadros técnicos especializados que saibam dar resposta às necessidades das empresas. Nuno Canada, presidente do instituto nacional de investigação agrária, refere que o número de formandos avançados não está a crescer ao contrário do que sucede noutras áreas “temos que olhar para isto e fazer uma oferta formativa que seja atractiva para colocar pessoas no mercado de trabalho e que tenham o perfil que o mercado precisa. E esse é outro problema uma vez que as pessoas são colocadas mas depois as empresas procuram técnicos com determinadas características e não os encontram e por isso este ajustamento é muito importante”.

Um debate onde foi ainda apontada a necessidade de dotar de uma nova dinâmica os centros de experimentação que estão espalhados pelo território assim como retomar o funcionamento dos serviços de extensão agrária dinamizados pelo ministério da agricultura.


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