RCB/TuneIn
Segunda, 17 Jun 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
REDUÇÃO NAS PORTAGENS: AS REACÇÕES
Rádio Cova da Beira
Autarca, empresários e utentes querem mais. Presidente da CIM das Beiras e Serra da Estrela diz que o valor é “escasso”, coordenador da comissão de utentes da A23 classifica-a de “insuficiente” e o movimento de empresários Pela Subsitência do Interior fala em “saldos de Verão” com efeitos nulos.
Por Paula Brito em 20 de Jul de 2016

Vítor Pereira, presidente da câmara municipal da Covilhã, considerou esta redução importante para “aliviar os custos de contexto das empresas e as bolsas dos nossos concidadãos” que ambicionavam mais.

“Desejávamos mais, mas compreendemos que este esforço de redução é já significativo, tanto mais que não podemos esquecer o momento difícil que o país atravessa. Este foi o primeiro esforço, estou certo que outros esforços se lhe seguirão no futuro”, frisou o autarca anfitrião.

Paulo Fernandes, presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, admite que os 15% ficam aquém das expectativas dos autarcas. Uma redução “escassa” que não vai alterar muito a mobilidade “o posicionamento da CIM foi que só um aumento acima dos 40%, que corresponde à nossa proporção de riqueza per capita criada na região, é que altera um comportamento e as expectativas económicas relativamente à localização a essa infraestrutura, 15%, até prova em contrário, não vai alterar e como tal, consideramos esta redução escassa”.

Apesar disso, Paulo Fernandes considera a redução melhor do que nada, e a CIM vai ainda analisar melhor a portaria considerando que a majoração ao fim de semana para os veículos de mercadorias, seria importante se estendida a todos os veículos, ao fim de semana, para fomentar o turismo na região.

Já o coordenador da comissão de utentes da A23, Marco Gabriel, recordou o ministro dos pedidos de audiência que tem ainda por responder, quer da comissão de utentes quer da plataforma que integra ainda os empresários e o sindicato, e considerou os 15% “claramente insuficientes para aquilo que foi anunciado, ou seja, a coesão territorial, a defesa do interior, para nós não chega e não vai fazer o desenvolvimento económico e social que esta região precisa”.

O porta voz do movimento empresarial “pela subsistência do interior” considera que a diminuição de 15% não passa de um saldo de Verão cujos efeitos serão nulos, “podemos classifica-la como uma brincadeira; estamos na época de saldos e este governo não conseguiu ir para além disso. Fez um saldo de 15 por cento que, como sabemos, com esse valor praticamente não existem. O que existem são os saldos de 50, 60 ou 70 por cento. Ao limitar-se a fazer isso o governo trata o interior da mesma forma que os governos anteriores, com desprezo”.

Em declarações à RCB, Luís Veiga considera que a medida não resolve os problemas sentidos pelas populações e empresas que estão sediadas no interior e deixa por resolver o problema de fundo: “é lamentável que não se tenha optado pela renovação do modelo de exploração porque isso era o que deveria estar em causa e que passasse pela abolição ou, no limite, pela atribuição de uma vinheta anual que era isso que nós defendíamos e nada tendo a ver com um desconto de 15% que é meramente simbólico para fazer crer as pessoas e as empresas de que houve uma atenção para a nossa região quando não houve absolutamente nenhuma”.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados