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Sexta, 05 Jun 2020
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CULTURA
CARVALHAL EM LIVRO
Rádio Cova da Beira
No Souto da Casa foi apresentado o livro ¬ďCarvalhal √© nosso!¬Ē, um documento sobre a hist√≥ria do Carvalhal que o povo daquela aldeia revive todos os anos na quarta-feira de cinzas.
Por Paula Brito & Paulo Pinheiro em 19 de Jul de 2016

A ideia de publicar o livro surgiu a propósito das comemorações dos 125 anos da tomada do Carvalhal e resulta, em parte, da compilação das intervenções do debate que decorreu com várias personalidades inserido nas comemorações, como explica Lourenço Marques, membro da comissão de honra “o que fizemos foi reunir esses textos do debate, desde logo um fundamental que é o do Prof. Candeias da Silva, porque fez a primeira leitura mais extensa e definitiva do que era o Souto da Casa no tempo, um texto precioso para o Souto da Casa que nos foi dado logo na altura”.

Pedro Salvado, director do museu arqueológico do Fundão, citou o escritor francês para classificar esta obra “este livro é um livro de memória que contribuiu para a libertação e não para a servidão dos homens”, um livro onde fez a descoberta que o Souto da Casa foi concelho até 1380.

Miguel Campos, advogado natural do Souto da Casa, assina um dos textos do livro, a propósito da natureza jurídica dos baldios. E apesar das alterações à lei, no último ano, o Souto da Casa tem motivos para continuar a lutar por este pedaço de terra na Gardunha, tal como há 125 anos atrás “nós estamos perante uma situação que exige uma tomada semelhante há de 125 anos, se daqui a 10 anos o Carvalhal não for devidamente legalizado aqueles terrenos deixam de ser comunitários, não faz nenhum sentido dizer que é nosso porque já não é nosso”.

Alcina Cerdeira, vereadora com o pelouro da cultura, salienta a importância do livro, cujo lançamento vem encerrar as comemorações dos 125 anos da tomada do carvalhal “iniciativas que ao longo deste ano organizamos em conjunto e que terminam com esta obra que eu também considero leve no peso, mas com uma força de um povo e de uma comunidade extraordinária”.

Dores Ladeira, presidente da junta de freguesia do Souto da Casa, agradeceu a todos os que se dedicaram a esta obra.


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