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Sábado, 30 Mai 2020
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CULTURA
A IDADE MÉDIA NA REGIÃO
Rádio Cova da Beira
Os laços de família que ligam Graça Vicente à região e o facto da Beira Interior ser das regiões menos estudadas e documentadas durante o período da Idade Média, levou a escritora e investigadora a escrever a obra “Povoamento e Propriedade – Entre o Zêzere e o Tejo (sé.XII-XIV)” que apresentou na biblioteca municipal do Fundão.
Por Paula Brito em 04 de Jul de 2016
 

“De facto a minha região está pouco documentada e aquilo que eu fiz não é a última versão, nunca é em história, e oxalá desperte a atenção para que outras pessoas procurem e instiguem”.

A realidade que Graça Ventura foi encontrar na região, entre o Séc. XII e XIV, é “complexa e diversa” e apesar de ter pontos convergentes, notam-se diferença entre o território a sul e a norte “numa parte da região a realidade municipal é muito forte, nomeadamente a Covilhã e aqui toda a Cova da Beira, e depois uma realidade senhorial debaixo da autoridade das ordens militares, Sertã, Proença, Oleiros, a ordem de S. João, Castelo Branco, Idanha, Proença a Velha, a ordem do templo.”   

Apesar do escasso povoamento da idade média e da inexistência de números em relação à população, existem no entanto alguns dados que ajudam a perceber a realidade da época “a partir de determinada altura vinham para esta zona presos para povoar esta região, e mesmo assim não queriam cá estar, porque era uma zona de fronteira, longe dos grandes centros de poder”.

Hoje é quase impossível não estabelecer um paralelismo. O livro de Graça Ventura, apresentado no Fundão pela presidente da academia portuguesa de história, tem um mérito Manuela Mendonça destaca “é uma história de terra e de gentes, o que é interessante neste trabalho é que a organização da terra brota da capacidade, do estabelecimento das pessoas, das actividades que tiveram, dos confrontos que tiveram, entre as ordens religiosas, sabemos que aqui também é terra régia, e de grandes senhores, nos intervalos ficam os agricultores que vão construindo aquilo que mais tarde será, o que é hoje, a Cova da Beira”.


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