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Segunda, 17 Dez 2018
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SOCIEDADE
“FOI AQUI QUE APRENDI O VALOR DO TRABALHO”
Rádio Cova da Beira
Depois de uma ausência de 40 anos, Maria Teresa Granado esteve de regresso à Covilhã. A religiosa, que esteve na génese da criação da comunidade juvenil de São Francisco de Assis, foi a segunda convidada do ciclo de conferências que a autarquia está a promover até final deste ano para assinalar a presidência da associação internacional de cidades e entidades do iluminismo.
Por Nuno Miguel em 30 de Jun de 2016
Actualmente com 87 anos de vida, e já sem ter qualquer cargo directivo na comunidade que ajudou a fundar, Maria Teresa Granado recorda que foi na Covilhã que aprendeu o valor do trabalho “eu era pequena mas conheci muitas cerzideiras, via as mulheres a passar na rua onde eu vivia para irem para as fábricas. Também via passar os carros de bois que vinham das freguesias com os produtos agrícolas a caminho do mercado e isso sensibilizava-me muito e por isso que foi aqui que eu aprendi o valor do trabalho”.

 

Como religiosa, desempenhou funções em França e em Macau e desde 1974 que se encontra radicada a Coimbra. Ao regressar à Covilhã, Maria Teresa Granado refere que veio encontrar uma cidade que progrediu muito em relação à que conheceu em criança “por exemplo no aspecto da habitação cresceu imenso; aqui na zona da estação não havia nada, só havia campos e hoje tudo está diferente. Também o pelourinho está diferente. Claro que a chegada da universidade foi muito importante para a Covilhã porque os jovens deixaram de ir para Coimbra ou para Lisboa como aconteceu comigo. De qualquer maneira também me disseram que há muito desemprego, há apenas duas fábricas e trabalhar e nesse aspecto talvez fosse bom que a Covilhã se voltasse a distinguir nessa área”.     

 

Condecorada em 1997 pelo Presidente da República pelo trabalho desenvolvido em prol dos jovens, Maria Teresa Granado olha com algum cepticismo para uma juventude actual, cada vez mais solicitada por computadores e telemóveis, e onde os valores escasseiam “é uma juventude que não tem grandes ambições e que pensa que a vida se vive sem trabalho; depois faltam às aulas, consomem droga, nós deixamo-los de carrinha à porta da escola e eles fogem. Este grupo de jovens dá-me muita preocupação mas temos que saber compreende-los, o que não é fácil, e depois saber dar com eles pequenas caminhadas”.

 


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