RCB/TuneIn
Domingo, 18 Ago 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
COVILHÃ: OPOSIÇÃO PREOCUPADA
Rádio Cova da Beira
Os eleitos do MAC e da CDU na câmara da Covilhã encaram com muitas reservas o anúncio do ministro do ambiente de que estão a decorrer conversações com o município tendo em vista a sua integração no sistema multimunicipal das águas de Lisboa e Vale do Tejo.
Por Nuno Miguel em 29 de Jun de 2016

No final da última reunião extraordinária do executivo o líder da bancada do movimento “Acreditar Covilhã” não escondeu muita preocupação em relação ao assunto “o governo do PS não pode impor à câmara uma condição tão dispendiosa que é deixarmos de ter o único bem precioso que podemos valorizar e ser beneficiados por ele. Não podemos ficar descansados com aquilo que foram as declarações públicas do senhor ministro e também do senhor presidente da câmara, em que essa solução estaria a ser equacionada. Para nós isso não pode estar em cima da mesa e o bem água é demasiado importante para ser negociado numa visita de um qualquer ministro”.

Nuno Reis acusa ainda o ministério do ambiente de estar a promover uma chantagem ao município quando faz depender a construção da nova barragem das Penhas da Saúde dessa eventual integração no sistema “não devia ser essa a posição do governo em aceitar que a barragem seja feita caso o município aceite essa chantagem que o ministério aqui deixou. Não concordamos com isso e importa chamar a atenção que a discussão sobre essa matéria deve ser feita em primeiro lugar na câmara, com os vereadores, e só depois passar a opinião que for manifestada pela cidade para a esfera do governo”

Também a eleita da CDU considera que a questão deve ser analisada com toda a prudência. Mónica Ramôa sublinha que “temos que ver em que condições é que esse processo pode ser concretizado; também foram ditas outras coisas das quais nós discordamos em absoluto como por exemplo afirmar-se que a água tem custos mais elevados no interior do que no litoral sem nunca terem sido apresentados estudos que comprovem isso”. 

Recorde-se que o presidente da autarquia reconheceu que esse desafio foi lançado pelo ministério do ambiente mas há várias questões que necessitam de ser analisadas. O principal entrave reside no facto de a empresa municipal “Águas da Covilhã” ser detida a 49 por cento por um parceiro privado e a integração no sistema multimunicipal iria obrigar à aquisição dessa percentagem do capital social.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados