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Sexta, 28 Fev 2020
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CULTURA
MARCHAS POPULARES: REGRESSO SAUDADO POR TODOS
Rádio Cova da Beira
Caiu o pano sobre a edição deste ano das marchas populares “cidade da Covilhã”. Depois de uma primeira exibição que decorreu no passado dia 11 em algumas das principais artérias do centro histórico da cidade o complexo desportivo recebeu cerca de duas mil pessoas, números da organização, para assistirem ao desfile das seis colectividades que participaram na iniciativa que regressou à cidade depois de uma década de interregno.
Por Nuno Miguel em 28 de Jun de 2016

Elias Riscado, presidente da direcção do grupo desportivo da Mata, considera que este regresso foi uma aposta ganha “no pelourinho aconteceu aquilo que nós já esperávamos mas aqui no complexo era uma incógnita mas a população correspondeu muito bem. Conseguiu-se o objectivo de demonstrar que as marchas faziam falta à Covilhã e penso que toda a gente está de parabéns”. 

“O coração de uma cidade” foi o tema escolhido pelo Oriental de São Martinho para esta participação. Em declarações à RCB o presidente da direcção, Francisco Mota, considera que “a Covilhã precisava que as marchas voltassem e está aqui a prova. Acho que foi um óptimo regresso. Nós escolhemos este tema porque achamos que as próprias marchas são também o coração popular de uma cidade e que hoje palpitou aqui de uma forma muito forte”.

O Vitória de Santo António foi outras das colectividades que marcou presença, tendo apresentado uma marcha dedicada ao bairro. Uma aposta que, de acordo com a responsável pela coreografia, surtiu o efeito desejado “procurámos trazer graciosidade e alegria ao complexo desportivo e acho que o conseguimos; a nossa marcha procurou fazer uma ligação entre o bairro, a colectividade, os estudantes universitários e onde juntámos o passado, o presente e aquilo que esperamos que seja o futuro”. 

O Académico dos Penedos Altos fez a sua primeira aparição este ano nas marchas populares, procurando recordar o período áureo dos lanifícios na Covilhã. Miguel Rebelo, presidente da direcção, mostra-se muito satisfeito com a receptividade do público e garante que o objectivo da colectividade é voltar a participar no futuro “esse é o nosso objectivo e quando aceitámos o desafio de participar não o fizemos a pensar que seria apenas uma participação esporádica; quisemos com a nossa marcha recordar os tempos auréos dos lanifícios assim como o nome de algumas empresas que ainda fazem parte do imaginário da nossa cidade”.

Os 75 anos do Grupo Educação e Recreio Campos Melo foram o tema escolhido pela colectividade para a marcha apresentada este ano. José Horta, presidente da direcção, destaca a adesão que a cidade mostrou a esta iniciativa “penso que foi uma noite fantástica, os covilhanenses disseram presente e voltaram a sair à rua para ver as marchas; isso já tinha sido notório na exibição que foi feita no centro da cidade mas isso hoje ainda se sentiu mais no complexo e por isso estamos muito satisfeitos”. 

Também o Águias do Canhoso apresentou uma marcha dedicada à colectividade que participou pela primeira vez na iniciativa apesar de também dinamizar as marchas naquela localidade. João Santos, presidente da direcção, sublinha que foi uma noite de grande festa “trata-se de um enorme convívio e é salutar ver as nossas colectividades em festa; penso que foi uma grande noite e nós que vimos à Covilhã pela primeira vez quisemos trazer uma marcha de homenagem ao próprio clube”.   

No final da exibição o presidente da câmara da Covilhã fez à RCB um balanço muito positivo deste regresso das marchas populares. Vítor Pereira define como grande objectivo consolidar a iniciativa nos próximos anos e alargar o número de colectividades envolvidas “foi uma grande noite de alegria e de vivência colectiva; ambicionamos mais e melhor para os próximos anos e penso que foi criada aqui uma grande responsabilidade esta noite. Tivemos aqui mais de duas mil pessoas no complexo desportivo e queremos agora que nas próximas edições estejam envolvidas mais colectividades, não só da cidade mas também das freguesias, porque ficou hoje aqui demonstrado que esta é uma das grandes iniciativas culturais e associativas do nosso concelho”.


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