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Sábado, 11 Jul 2020
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POL�TICA
CMC APROVA CONTAS CONSOLIDADAS
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã aprovou por maioria o relatório de contas consolidadas do município e de todas as empresas municipais referentes ao ano passado. O saldo líquido negativo do exercício ronda os dois milhões e meio de euros.
Por Nuno Miguel em 27 de Jun de 2016

Os documentos mereceram o voto favorável dos eleitos do movimento “Acreditar Covilhã” depois de o presidente da autarquia se ter comprometido a avançar, até final deste ano, com a introdução de uma taxa social para as IPSS e famílias carenciadas tendo em vista a diminuição do valor das tarifas associadas à factura da água. De acordo com Nuno Reis “foi neste compromisso, que o presidente assumiu com o movimento «Acreditar Covilhã» que nós votámos favoravelmente estas contas na certeza de que os munícipes da Covilhã vão ver reduzidos os seus encargos com a factura da água até ao final deste ano, reflectindo aquilo que é uma preocupação que já por várias vezes foi apresentada, com a criação da taxa social e de uma taxa familiar e é por ai que vamos começar esse caminho de redução”.  

O único voto contra veio da eleita da CDU. Mónica Ramôa afirma que “não é que o valor de dois milhões e meio de saldo negativo do exercício seja um valor muito exorbitante; todavia ele é preocupante porque aumentámos a dívida, que é actualmente de 88 milhões de euros, e ao mesmo tempo que se aumenta a dívida nós temos uma desvalorização do imobilizado. Isto significa que além de a autarquia estar a gastar mais do que tem não o gasta a potenciar o património. Por exemplo questões como as estradas, os equipamentos ou os serviços à comunidade não foram valorizados e naturalmente que isso nos preocupa muito até porque a dívida cresceu cerca de dez por cento no último ano”.

Críticas que o presidente da autarquia desvaloriza. Vítor Pereira sublinha o facto de as empresas “Águas da Covilhã” e “Icovi” assim como o “Parkurbis” terem fechado o ano 2015 com um resultado líquido positivo. No entanto o valor da dívida acaba por crescer cerca de sete milhões de euros devido a várias situações que, afirma o autarca, transitaram do passado “esse aumento tem a ver com o facto de nos terem caído em cima, como eu costumo dizer, quase nove milhões de euros da «park c», cerca de dois milhões e meio da associação de municípios da Cova da Beira ou um milhão e 200 mil do parque de São Miguel. Na prática isto quer dizer que apesar de termos para pagar cerca de 16 milhões de euros referentes ao ano a que se reporta esta consolidação de contas ainda assim a dívida só cresceu sete milhões. Isto quer dizer que se não tivéssemos feito um esforço de contenção e de saneamento financeiro a dívida teria crescido mais do dobro desses sete milhões”.


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