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Quarta, 21 Out 2020
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CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
PROTOCOLO ASSINADO
Rádio Cova da Beira
S√£o 20 as entidades que integram a estrat√©gia global de combate a viol√™ncia dom√©stica da Cova da Beira. O projecto vai dar sequ√™ncia ao gabinete de apoio √† v√≠tima que a associa√ß√£o ¬ďCoolabora¬Ē tinha a funcionar na Covilh√£ mas que agora vai ver alargado o seu raio de ac√ß√£o e procurar dar um acompanhamento de maior proximidade √†s situa√ß√Ķes que vierem a ser verificadas.
Por Nuno Miguel em 27 de Jun de 2016

A iniciativa tem o apoio da secretaria de estado da cidadania e igualdade assim como das três autarquias da NUT da Cova da Beira. Na cerimónia de assinatura do protocolo que decorreu em Belmonte o presidente da câmara municipal foi o porta voz dos autarcas da Cova da Beira. António Dias Rocha considera que “este juntar de vontades, de partilha de responsabilidades sociais, é um passo fundamental para mudar a nossa sociedade. Queremos ajudar a alterar e a prevenir comportamentos e gerar defesas numa sociedade do século XXI que por vezes, infelizmente, ainda apresenta resquícios de desumanidade. É um passo que sei que nos orgulha a todos”    

Um protocolo que foi ratificado pelo ministro adjunto do primeiro ministro que também marcou presença nesta cerimónia. Eduardo Cabrita mostra-se convicto no sucesso desta iniciativa uma vez que os últimos dados apontam para a existência de um aumento de casos em alguns concelhos “nos concelhos da Covilhã e de Belmonte o ministério público tem apontado uma tendência de crescimento de oito por cento de violência doméstica registada o que contraria a tendência de redução global no âmbito do distrito de Castelo Branco. Também o município do Fundão tem aqui um peso significativo no conjunto de factos registados e por isso eu acredito muito sinceramente que com o trabalho que vai ser desenvolvido vamos poder melhorar esses indicadores”.  

O governante sublinhou ainda o envolvimento das autarquias neste projecto. Uma nova página que se abre ao nível das políticas locais “as questões da igualdade são uma matéria central da política local e por isso todos os presidentes de câmara que nos tem acompanhado neste domínio estão a escrever uma nova página naquilo que estão as prioridades da política local. No ano em que se celebram 40 anos do poder local democrático estamos a abrir um novo caminho, prova de maturidade e do papel central das autarquias como forças activas e como agentes da cidadania”.

Para além do gabinete que está a funcionar na Covilhã, a “coolabora” vai agora também avançar para a criação de espaços semelhantes nos concelhos de Belmonte e do Fundão. De acordo com Graça Rojão, presidente da associação, o alargamento da área territorial vai permitir um acompanhamento de maior proximidade aos casos identificados assim como desenhar uma estratégia forte ao nível da prevenção “em vez de continuarem a ser as pessoas a deslocarem-se à «coolabora» para serem atendidas passamos a ser nós a também nos deslocarmos a Belmonte e ao Fundão para fazer esse atendimento. Para as pessoas que precisam desse tipo de apoio parece-me que a proximidade será muito maior e ao mesmo tempo permite-nos ter um grande reforço em relação à intervenção que actualmente se está a fazer”.

Actualmente oito por cento dos casos de violência doméstica acompanhados pela “Coolabora” são do concelho de Belmonte e 14 por cento do Fundão.

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