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Sexta, 10 Jul 2020
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POL�TICA
MARGENS DAS ÁREAS METROPOLITANAS “ESTÃO A LEVAR GRANDE PARTE DO BOLO”
Rádio Cova da Beira
O coordenador adjunto da unidade de missão para a valorização do interior não concorda que algumas freguesias de grandes cidades do litoral façam parte da lista dos municípios de baixa densidade populacional.
Por Nuno Miguel em 21 de Jun de 2016

João Paulo Catarino esteve reunido em Mêda com vários autarcas que integram a comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela onde considerou que essa situação é mais um obstáculo que a região enfrenta na captação de fundos do novo quadro comunitário “quando chegámos à unidade de missão e pedimos o quadro dos municípios, que são 165, apareceram mais 175 freguesias que não tem critérios de baixa densidade mas as freguesias tem esses índices e isso naturalmente que é mais um obstáculo para o interior. Todos nós sabemos que o quadro não tem andado à velocidade que o nosso território precisa mas a verdade é que as assimetrias estão a acentuar-se porque as margens das áreas metropolitanas estão a levar grande parte do bolo”.

O coordenador adjunto da unidade de missão sublinha que não faz sentido tratar por igual realidades que são muito diferentes “se nos primeiros quadros comunitários fazia sentido que a aplicação dos fundos fosse feita de uma forma transversal em todo o país uma vez que estávamos numa fase de infra-estruturação agora a realidade é diferente e se não dermos mais aos que têm menos não podemos esperar que no final do quadro comunitário todos estejam ao mesmo nível”. 

João Paulo Catarino acrescenta que, desde a integração europeia, Portugal já recebeu 50 mil milhões de euros de fundos para o desenvolvimento do interior mas as mudanças sentidas foram muito poucas “as assimetrias acentuaram-se fortemente, todos os indicadores o provam e o diagnóstico que já efectuámos mostra-nos que há concelhos que dentro de poucas décadas vão desaparecer enquanto concelho; as pessoas nestes territórios passam a ser quase residuais e isso preocupa-nos muito porque estamos a desistir de dois terços do nosso território”. 

O coordenador adjunto sublinha que o trabalho que a unidade de missão tem vindo a desenvolver está assente em factores determinantes para toda a faixa interior, como a competitividade e a inovação, e sem os quais não vale a pena pensar num verdadeiro reforço da coesão territorial.

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