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Quinta, 22 Ago 2019
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CULTURA
RANCHO DO REFÚGIO COMPLETA BODAS DE OURO
Rádio Cova da Beira
Uma aposta em que pouca gente acreditava mas que valeu a pena. É desta forma que o director técnico do rancho folclórico do Refúgio avalia o percurso de vida de uma instituição que completou, no passado fim de semana, meio século de existência.
Por Paulo Pinheiro em 15 de Jun de 2016

  A efeméride foi assinalada com a realização de um jantar que reuniu actuais e antigos elementos do rancho. José Simões refere que ao longo destes 50 anos a instituição soube sempre evoluir do ponto de vista qualitativo e antecipa muitos mais anos de vida para o rancho “naturalmente que quando iniciámos este percurso pouca gente acreditava que pudéssemos chegar até aqui; tivemos um caminho com altos e baixos como acontece a todas as instituições mas a verdade é que chegámos até aqui e temos uma realidade de crescimento. O rancho tem procurado sempre melhorar a sua qualidade, estamos cheios de vida e de alegria e convencidos que vamos ter muitos mais anos pela frente. Actualmente o grupo tem 46 elementos activos mas é um número que pode vir a aumentar uma vez que já demos os primeiros passos no sentido de criar uma escola de tradições e esse projecto pode ser a semente para o nosso futuro”.

 

 

Apesar de completar meio século de existência o rancho autonomizou-se há quatro anos do grupo recreativo refugiense, o que levou à constituição de uma associação autónoma. Vítor Tomás Ferreira, presidente da direcção, refere que se tratou de uma aposta acertada mas alerta para a importância de reforçar o diálogo entre as duas instituições “um dia a história vai-se escrever mas a minha visão é que é importante sabermos trabalhar em cooperação uns com os outros. Nós sabemos que a autonomização pode trazer vantagens ao nível da independência mas eu estarei sempre disposto haver uma aproximação entre as pessoas. Inclusivamente eu acho que até a autarquia já podia ter dado alguns passos nesse sentido e eu acho que seria importante que um dia nos pudéssemos juntar todos à mesma mesa e pelo menos conversar sobre este assunto”.

 

 

A grande ambição do rancho passa por conseguir a ampliação da sua sede social, uma vez que a actual não dispõe de um espaço para ensaios e muito do seu espólio está guardado por falta de condições da sua casa museu. Jorge Torrão, vereador com o pelouro da cultura na câmara da Covilhã, refere que a autarquia está atenta a esta necessidade e promete apoiar a concretização dessa ampliação “todas as instituições, como é o caso deste rancho, que manifestam a sua necessidade de expandir e de criar novas condições para o desenvolvimento do seu trabalho são merecedoras da nossa atenção. Sabemos bem as dificuldades que existem em se criarem novos espaços mas esta é uma situação que está a ser vista e nós estamos atentos àquilo que o rancho nos tem dito e disponíveis para ajudar a encontrar a melhor solução para melhorar o desempenho desta associação”.

 


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