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Domingo, 25 Out 2020
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SOCIEDADE
100 ANOS DEPOISÂ… E AGORA?
Rádio Cova da Beira
O centenário do Seminário do Fundão ficou marcado pelas preocupações sobre o futuro daquele edifício, encerrado desde 2014. Um centro pastoral, um centro de acolhimento de trabalhadores temporários, são as hipóteses que o Bispo da diocese da Guarda não descarta. D. Manuel Rocha Felício mantém a esperança de ver funcionar naquele espaço uma formação superior na área das energias.
Por Paula Brito em 30 de May de 2016
Segundo o prelado, há várias possibilidades em aberto, que são complementares “um tipo de serviços para o interior da igreja – centro pastoral, outro conjunto de serviços à comunidade e aqui há a escola que nós esperamos que ainda funcione neste espaço, neste caso a UBI está empenhada e ainda não desistiu de trazer para cá uma licenciatura em energias para funcionar aqui, dado que este seminário para além do espaço coberto tem uma envolvente que permite certos trabalhos e experiências que outros não permitem, e também outros serviços à comunidade”. D. Manuel Rocha Felício não exclui também a possibilidade do edifício vir a acolher refugiados, mas por enquanto não está previsto.

A preocupação quanto ao futuro é também do presidente da câmara do Fundão que considera o Seminário do Fundão “a instituição mais marcante do concelho”. Paulo Fernandes diz que nas próximas semanas será decidido se avança no local uma pós graduação na área do petróleo e gás, uma vez que a licenciatura não foi aprovada “até se pensou avançar primeiro com uma pós graduação uma vez que a UBI tem maior autonomia, uma vez que as licenciaturas têm que passar por um crivo nacional. Essa é uma questão que o grupo de trabalho (professores, UBI, especialistas desta área, diocese e município) estaremos a equacionar e a decidir nas próximas semanas”. 

Quanto ao centro de acolhimento de trabalhadores temporários que este ano iria funcionar pela primeira vez nas instalações, o ano atípico para a cereja, teve também consequências neste projecto que é para manter nos próximos anos “este ano está a ser atípico, além dos atrasos a produção que se pode traduzir numa necessidade menor pessoas para as colheitas. O importante é que a procura que apareça possa ter aqui resposta sejam cinco, 50 ou 400. O problema era o que existia antes, haver necessidade centenas de pessoas e não ter nenhuma estrutura de resposta”.

No elogio que fez ao seminário do Fundão Vítor Feytor Pinto, ex-aluno do seminário, não esqueceu o futuro e falou da necessidade de se repensar o edifício “é preciso repensar como é que uma casa destas que não se pode perder, tem que ser convertida num espaço que é útil à comunidade e ao desenvolvimento da igreja, pode-se instituir aqui, por exemplo, um grande centro de ciências religiosas, é preciso é sonhar e depois garantir que tenha sustentação”.

A incógnita quanto ao futuro não retira ao seminário a importância do passado. A prova-lo esteve a sala cheia de antigos ex-alunos da instituição que marcaram presença nos 100 anos do seminário fundanense.


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