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Sábado, 06 Jun 2020
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CULTURA
QUE ENSINO ARTÍSTICO QUEREMOS?
Rádio Cova da Beira
No concelho do Fundão, 23% dos alunos dos dois agrupamentos de escolas frequentam a academia de música e dança e destes, 302 estão no ensino articulado. Um número “muito importante” considerou o provedor da misericórdia do Fundão na abertura das jornadas inseridas nas comemorações dos 500 anos da misericórdia, que tentaram responder à pergunta “Que ensino artístico queremos?”.
Por Paula Brito em 25 de May de 2016

As escolas de ensino artístico desempenham a dupla função de agentes educativos e culturais mas continuam a ser o parente pobre do sistema educativo, considerou Manuel Rocha, do Conservatório de Música de Coimbra, que pediu ao governo para assumir as suas responsabilidades na vida cultural do país. Um investimento necessário para colmatar uma das principais dificuldades que se coloca ao ensino artístico que é no campo profissional “temos que exigir ao poder central que faça esse acerto com a cultura, nós temos neste momento a cultura a contribuir com 3% para o PIB, mas temos um orçamento de estado com 0,1% para esta área quando a UNESCO considera que o mínimo é 1%”.

João Correia falou da mudança cultural a que o Fundão assistiu desde a criação da academia, nos últimos 20 anos, mas sobretudo do que se pode melhorar a nível local e central “a nível do poder central criar mecanismos que permitam canalizar apoios para parcerias e respectivos projectos” deixando a título de exemplo, a impossibilidade do ensino artístico concorrer aos apoios da direcção geral das artes.

O director da academia fundanense considera importante  uma melhor articulação entre os ministérios da cultura e da educação e a abertura das portas da rede de teatros municipais ao ensino artístico “mas abrir as portas não é dizer que são 2.500 euros de aluguer da sala, é colocar o espaço à disposição da comunidade”.

Localmente João Correia considera que as escolas de ensino artístico deveriam ter uma palavra a dizer nas agendas culturais dos respectivos concelhos “sermos ouvidos e participantes activos e directos na preparação da programação cultural, não podemos sentir-nos envolvidos numa programação cultural que é feita ao arrepio dos projectos de cada associação cultural”.

Algumas das ideias para melhorar o futuro do ensino artístico, deixadas na primeira edição dos colóquios da academia.


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