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POLÍTICA
"ASSEMBLEIA ESPELHA A IMPORTÂNCIA DO PCP NO DISTRITO"
Rádio Cova da Beira
A décima Assembleia da Organização Regional de Castelo Branco do PCP, que se realizou nas instalações do IPDJ, em Castelo Branco, "demonstra a importância do trabalho que este partido faz no distrito de Castelo Branco e a sua ligação às diferentes realidades da região", disse no final da reunião Patrícia Machado, membro da comissão política do comité central do PCP e responsável da DORCB.
Por Paulo Pinheiro em 22 de May de 2016

A reunião serviu também para eleger a nova composição da Direção da Organização Regional de Castelo do PCP. Assim integram o órgão: Aníbal Cabral, António Cardoso, António F. de Matos, António Santos, Aurélio Madeira, Carina Matos, Carlos Almeida, Carlos Gil, Carlos Miguel, Casimiro Santos, Cláudia Pereira, Dulce Pinheiro, Elvira Cardoso, Isilda Silva, Fátima Quintas, Fernando Lopes, João Fazendas, João Vasco, Jorge Fael, José Maria Isidoro, José Rocha, José Teixeira, Marco Gabriel, Maria de Jesus Bernardino, Maria Manuela Carvalho, Mário Quintas, Mónica Ramoa, Pedro Alexandre, Vítor Reis Silva.

A sessão de encerramento da assembleia contou com a presença do secretário geral do PCP. Jerónimo de Sousa, com poucas referências ao distrito, e sem prestar declarações no final, optou por falar de questões nacionais, como a recapitalização ou não da Caixa Geral de Depósitos.

 O secretário-geral do PCP defendeu a recapitalização e o fortalecimento da Caixa Geral de Depósitos (CGD), desde que tal sirva para o desenvolvimento económico e apoio às famílias.

 

"O PCP está de acordo que se recapitalize a CGD desde que sirva para o desenvolvimento económico, para atender às pequenas e médias empresas (PME), para atender às famílias. Esta é uma posição clara do PCP", afirmou.


"Nós [PCP] defendemos que o Estado que tanto tem posto a mão por baixo à banca privada, obrigando os portugueses a pagar o desmando dessa banca, nós pensamos que a CGD não só deve ser recapitalizada como fortalecida com o objetivo de se virar para o apoio da nossa economia nacional, dos pequenos e médios empresários e agricultores, de apoio às famílias", defendeu.

 

O líder comunista abordou também a questão das "ameaças de sanções" patentes nas conclusões da reunião dos comissários da União Europeia (UE), por causa do défice excessivo das contas públicas do país em 2015.

 

"O que está em curso é uma operação que visa levar ainda mais longe o condicionamento do rumo do país no sentido contrário aos interesses nacionais. O que a Comissão Europeia acaba de afirmar ser necessário corrigir é exatamente o resultado desastroso das políticas que nos impuseram nos últimos anos e, particularmente, nestes anos de pacto de agressão", disse.

 

O secretário-geral do PCP recordou que, nos últimos anos, cada novo conjunto de "recomendações" da UE serviu sempre "para aumentar a exploração dos trabalhadores e do povo e acabou por agravar mais e mais a situação económica e social do país e a enorme dívida que carrega".

 

"O que a decisão do colégio de comissários vem comprovar é que a política, as chantagens e as imposições da UE, estão em total confronto que a política que Portugal precisa e de que os trabalhadores e o povo português reclamam", sustentou.

 

Durante o discurso, Jerónimo de Sousa disse que o país precisa de fazer parar o "ciclo vicioso" de destruição económica e social e adiantou que ou Portugal cria condições para crescer e se desenvolver ou cede à pressão e chantagem da UE.

 

"O país precisa de remover três grandes constrangimentos e por sua vez, adotar três indispensáveis instrumentos para a resolução deste magno problema nacional. Tem de libertar-se do euro, tem de renegociar a dívida e tem que controlar publicamente a banca para arranjar, respetivamente, a moeda, os recursos e os créditos que lhe financiem o crescimento económico e o desenvolvimento", sublinhou o líder comunista.

 

A submissão ao euro, a dívida colossal e a dominação monopolista da banca são, segundo o secretário-geral do PCP, três mecanismos de dependência e três veículos de transferência de recursos para o estrangeiro que tanta falta fazem ao país.

 

"Portugal precisa da sua própria moeda", sustentou.

 

Jerónimo de Sousa falou ainda dos primeiros meses da fase da nova vida nacional e disse que os resultados ainda estão aquém do que é necessário na resposta às reivindicações e na reposição dos direitos e da melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo.

 

"Sabemos que as opções do Governo do PS não integram a solução de fundo que, a nosso ver, o país precisa para resolver os graves problemas com que está confrontado, nomeadamente para responder às necessidades do crescimento económico e do emprego, mas não subestimamos nem desprezamos os avanços já conseguidos", concluiu


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