RCB/TuneIn
Segunda, 22 Jul 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“A CÂMARA NÃO FOI CITADA”
Rádio Cova da Beira
Vítor Pereira garante que a câmara da Covilhã ainda não foi citada em relação a nenhuma acção interposta nos tribunais pelas cidadãs Maria Teresa Santos Silva e Rosa Oliveira Cruz, que exigem o pagamento de uma indemnização superior a 300 mil euros pela expropriação de terrenos referentes à construção da estrada entre o Canhoso e Vila do Carvalho.
Por Nuno Miguel em 20 de May de 2016

A questão foi levantada na última reunião pública do executivo pelo eleito da CDU. José Pinto recordou que se trata das mesmas cidadãs com que a autarquia celebrou um entendimento referente a um processo de loteamento, também no Canhoso, e por isso questionou o presidente da autarquia sobre o assunto “soube que havia mais um processo entrado em tribunal contra a câmara municipal. O senhor presidente não conhece nada disso? A ser verdade vem confirmar-se aquilo que na altura em que a primeira situação foi discutida eu receava mas como o senhor diz que não sabe não vale a pena estar aqui a especular”.

A questão de José Pinto mereceu um reparo negativo com a cabeça por parte do presidente da câmara da Covilhã que deu o mote para a intervenção do líder da bancada do “MAC”. Pedro Farromba recordou que as duas cidadãs são familiares directas do actual presidente da assembleia municipal, Manuel Santos Silva, e disse estar muito preocupado com a situação “e preocupa-me ainda mais quando o senhor presidente acenou com a cabeça para dizer que não tem conhecimento do processo uma vez que eu consultei o site do «citius» na área referente à distribuição pelos tribunais administrativos e fiscais e vem aqui uma acção intentada no passado dia nove em que os autoras são as senhoras Maria Teresa Santos Silva e Rosa Oliveira Cruz, que é uma acção administrativa que tem um valor de 371 mil euros e o réu é o município da Covilhã. Eu presumo que desde esse dia até hoje que a câmara já tenha sido notificada sobre este assunto. Este é um processo que tem as mesmas autoras de outro que foi debatido pelo executivo porque é que na altura não foi resolvido em conjunto?” interrogou. Facto que levou o eleito da CDU a recordar que ele próprio havia formulado essa questão no passado. 

Na resposta, Vítor Pereira garantiu que a câmara da Covilhã ainda não recebeu qualquer situação em relação a este assunto “o facto de estar no «citius» não significa que a parte contrária já tenha sido citada para a acção. A câmara não foi citada porque também me chegou essa informação e eu procurei saber, junto dos serviços, o que se passava e foi-me dito que não deu entrada qualquer acção judicial o que não significa que ela não possa vir a dar entrada, sendo certo que se isso acontecer podemos então discuti-lo”.  

A questão não ficou ainda encerrada uma vez que o líder da bancada do “MAC” considera que é importante clarificar a situação referente ao acordo anterior, que motivou a apresentação de uma queixa a várias entidades. Pedro Farromba questionou directamente o presidente da autarquia para saber se foi ou não constituído como arguido nesse processo “fui ouvido como testemunha pela polícia judiciária, desde ai que não tenho conhecimento de mais nenhuma diligência no processo, soubemos depois pela comunicação social que teria havido uma visita de inspectores da judiciária à câmara e acho que era importante esclarecer este assunto e ouvir da boca do senhor presidente o que está a acontecer e se existem já arguidos”. 

Vítor Pereira garante que não vai fazer quaisquer comentários sobre o tema dado que se trata de uma matéria que está sob a alçada do segredo de justiça. Ainda assim o presidente da câmara da Covilhã refere que esperava receber outras questões por parte do eleito do movimento «Acreditar Covilhã»: “eu pensei que me vinha perguntar se é verdade que a polícia judiciária anda a investigar decisões do anterior mandato, se é verdade que os dirigentes desta casa estão a ser interrogados às duas e três horas relativamente a assuntos do passado. Eu pensei que me vinha perguntar isso porque, se o fizesse, iria ter a mesma resposta à que lhe vou dar agora; não lhe posso confirmar. São processos que não se podem tratar em público porque estão sujeitos a segredo de justiça”.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados