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Segunda, 22 Jul 2019
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POLÍTICA
PASSADO PERSEGUE E CONDICIONA ACÇÃO DA CMC
Rádio Cova da Beira
Não é a maioria que está obcecada com o passado, antes o passado que teima em perseguir e condicionar a acção do actual executivo, diz Hélio Fazendeiro a propósito das críticas sobre o olhar permanente do Partido Socialista na câmara da Covilhã para o passado.
Por Paula Brito em 18 de May de 2016

“O que é facto é que o passado insiste em não se descolar do presente, não existe uma semana na câmara municipal em que não chegue mais uma prenda envenenada do passado, isto significa que não é a actual maioria a andar obcecada pelo passado mas sim o passado a perseguir o presente e a condicionar a capacidade de acção”.

Em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, o líder da bancada socialista na assembleia municipal respondeu também ao seu antecessor João Correia que na última assembleia utilizou os termos desilusão e desfasamento entre o programa eleitoral e o executado, deixando criticas ao PS na hora da saída “discordo frontalmente da opinião dele, pelo contrário, acho que o PS tem sido fiel aos seus compromissos eleitorais, discordando da sua opinião encaramos isto com a normalidade democrática de um partido que convive bem com opiniões diversas”.

Hélio Fazendeiro garante que o programa eleitoral do PS está a ser cumprido, recordando que nestes dois anos e meio foi possível estabilizar financeiramente a autarquia “temos consciência que este rigor com que estamos a gerir a câmara tem um custo político elevado porque a capacidade de realização da câmara é muito menor, não estamos a fazer as obras que gostaríamos de fazer, que é preciso fazer e que as pessoas gostariam que fizéssemos, mas estamos, em nome de um bem maior, que é preparar o concelho para o futuro, a estabilizar financeiramente a câmara para nos permitir agora ter folga, concorrer e financiar projectos com fundos comunitários”.

Hélio Fazendeiro recorda que o PS herdou uma autarquia com 300% de dívida e que tem vindo a ser reduzida a um ritmo de 10 milhões ao ano. Excepção para o ano passado em que de 113 milhões (2014) a dívida aumentou para 117 milhões (2015) fruto das sentenças judiciais dos casos do parque de S. Miguel e Parc C.

Por cumprir está a promessa eleitoral de reduzir o valor da factura da água mas Hélio Fazendeiro garante que o PS não deixou cair essa promessa.

O líder da bancada socialista garante que o PS está unido em torno da recandidatura de Vítor Pereira, que já disse publicamente que irá levar uma nova equipa. Questionado se está disponível para integrar essa equipa, Hélio Fazendeiro, afasta, para já, o cenário “não é uma coisa que me mobilize neste momento, acho que é um problema que o sr. Presidente vai ter porque o PS tem quadros de grande capacidade e qualidade, terá que fazer uma selecção e escolher os melhores”.  

Em entrevista à RCB, o líder da bancada do PS na assembleia municipal garante que não sente o clima de guerrilha permanente denunciado por Nélson Silva, que o PS não está refém de Joaquim Matias e quanto ao xadrez político que se viveu durante o mandato “não foi monótono”, conclui.


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