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Terça, 23 Jul 2019
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POL√ćTICA
USCB PROMOVE TRIBUNA P√öBLICA
Rádio Cova da Beira
A uni√£o de sindicatos de Castelo Branco j√° apresentou ao conselho consultivo da unidade de miss√£o para a valoriza√ß√£o do interior um conjunto de propostas gerais com o objectivo de contribuir para a dinamiza√ß√£o dos territ√≥rios de baixa densidade. O an√ļncio feito pelo coordenador daquela estrutura sindical durante a tribuna p√ļblica que decorreu na Covilh√£.
Por Nuno Miguel em 18 de May de 2016

De acordo com Luís Garra, depois da apresentação dos contributos genéricos, vai ser feita uma apreciação mais individualizada de medidas concretas mas a união de sindicatos já apresentou os principais eixos que espera ver debatidos “o primeiro é, como não pode deixar de ser, a necessidade de termos os trabalhadores dignificados e por isso tem de haver uma política de crescimento de salários porque só assim é possível fixar as pessoas e isso é determinante para o desenvolvimento de qualquer região. Depois é preciso haver uma política de emprego porque isso pressupõe investimento público e privado para atrair actividades económicas e consolidar as que temos. Em terceiro lugar é preciso garantir serviços públicos de proximidade e com qualidade e por fim há uma questão que num distrito como o nosso assume um papel determinante que é a valorização do mundo rural”.

Nesta tribuna pública, o coordenador da união de sindicatos referiu que apesar do contributo dado pelos trabalhadores para a derrota do governo de direita há ainda várias lutas a travar. Uma delas diz respeito à implementação do horário semanal de 35 horas para todos os trabalhadores “os trabalhadores da administração pública já tinham as 35 horas há muitos anos e do que se trata neste momento é de repor um direito que foi ilegalmente retirado. Os trabalhadores do sector privado também têm todo o direito a ter as 35 horas e muitos sectores, nas propostas de negociação do contrato colectivo de trabalho, já estão a introduzir essa questão nas suas reivindicações essa questão de forma faseada para não criar choques na estrutura produtiva das empresas”.

O combate à precariedade é outro dos assuntos que vai merecer especial atenção da união de sindicatos. De acordo com Luís Garra os números da precariedade no distrito afectam 37 por cento dos trabalhadores até aos 35 anos de idade mas o número sobe para os 54 apenas na faixa etária entre os 18 e os 24 anos. Números que, de acordo com o coordenador daquela estrutura sindical “são uma barbaridade; isto significa que aquilo que a lei consagra como uma excepção para acolher as situações de emergência passou a ser uma regra. Por isso se há uma vontade séria de combater de forma segura este flagelo que se abateu sobre a sociedade é preciso que o governo legisle no sentido de travar estes abusos”. 

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