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CULTURA
A "OUTRA ARTE" DO AZULEJO EM LIVRO
Rádio Cova da Beira
A recriação em azulejo alicatado dos Painéis de São Vicente de Fora exposta na biblioteca municipal do Fundão assinalou a cerimónia de lançamento do livro "25 anos a Alicatar Azulejo com outra arte". Um trabalho do fundanense José Veiga Freire que assinala as bodas de prata na carreira do artista.
Por Dulce Gabriel em 28 de Apr de 2016

Os painéis de São Vicente de Fora, pintura de referência do século XV, que se encontram no Museu Nacional de Arte Antiga, constituem dos mais demorados e minuciosos desafios de José Veiga Freire.

Recriar o painel que “retrata 58 personagens e que é uma obra-prima” da pintura portuguesa não terá sido tarefa fácil mas Veiga Freire nunca se furtou a desafios maiores. 
Antonieta Garcia, professora e investigadora, apresentou a obra e sublinhou "o prazer de terminar algo que, quanto mais difícil é, mais desafiante se torna". "O mistério da criação" como "feitiço" na obra de José Freire foi outra das ideias sublinhadas, na apresentação da obra, por Antonieta Garcia.
E "como o saber fazer a arte que surpreende" marca o percurso do criador Veiga Freire, Antonieta Garcia folheou o livro e deixou-se encantar com os azulejos inspirados no bordado de Castelo Branco, no impressionismo das telas de Van-Gogh ou nos nomes sonantes da literatura. Também as referências ao Fundão constam do percurso artístico de Veiga Freire.

 No conjunto de uma obra constituída por cerca de 500 peças sobressai a figura de António Paulouro. "A forma de produzir arte do dia-a-dia aproximando-o dos seus conterrâneos" foi, aliás, sublinhada pelo amigo e advogado Leal Salvado que assinou o prefácio do livro. Uma obra que revisita as peças tridimensionais que em 2014 expôs na Moagem no Fundão ou que transporta o leitor para a geografia dos afetos.
Esse espaço privado que às vezes se mostra esteve bem presente na cerimónia de lançamento do livro. Rodeado de dezenas de amigos e familiares, Veiga Freire estava emotivamente satisfeito. "Não contava reunir aqui tantas pessoas que me são próximas e muito menos dar-me conta de que esta cerimónia é das mais concorridas do género" afirmou.

"O saber fazer a arte que surpreende" é a caracterização mais fiel do percurso artístico do ex-bancário que completa em 2016 70 anos de vida e tem uma mão cheia de projetos e ideias para concretizar.


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