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Terça, 26 Mai 2020
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POL�TICA
MEMORIAL GERA TROCA DE ARGUMENTOS
Rádio Cova da Beira
O líder da bancada do “MAC” na câmara municipal da Covilhã acusa o executivo de não ter seguido todos os procedimentos administrativos necessários à instalação do memorial da Casa da Hera, que vai ficar localizado nas traseiras da praça do município.
Por Nuno Miguel em 28 de Apr de 2016

Trata-se de uma janela manuelina com mais de 500 anos de história mas que, de acordo com Nuno Reis, está a ser colocada numa área com duas zonas especiais de protecção. Por isso, na última reunião pública do executivo, o vereador do movimento “Acreditar Covilhã” quis saber se esta intervenção está a ser feita com aprovação das instituições ligadas ao património e à cultura “qual a razão que leva a construir um elemento daquela natureza dentro de duas zonas especiais de protecção? Existem ali dois imóveis de interesse público que são a casa da cisterna e o conjunto dos edifícios da câmara e do teatro cine e por isso importa saber se foram requeridos as diferentes licenças e pareceres da direcção geral do património cultural. Qualquer cidadão que queira construir ou reabilitar um edifício dentro da zona histórica tem que solicitar um parecer à direcção regional de cultura do centro e muitas das vezes tem que pagar por isso e até pelo acompanhamento arqueológico. Por que razão a câmara municipal não seguiu estes procedimentos administrativos?” interrogou.

Críticas que o presidente da câmara da Covilhã desvaloriza. Vítor Pereira acredita que a colocação deste elemento vai permitir preservar uma peça arquitectónica que há muito se julgava perdida e que pode ser um elemento importante para a dinamização turística do centro da cidade. O autarca covilhanense considera que Nuno Reis, ao levantar esta situação “perdeu uma oportunidade de estar calado; estamos a falar de um janelão de estilo manuelino, que tem mais de 500 anos. Já pensávamos que ele tinha desaparecido e quando o encontrámos estava para ir para o lixo ou para que as pedras fossem utilizadas na fundação de alguma casa. Eu acho que a localização escolhida é feliz, está nas imediações do local onde inicialmente foi construída, numa zona de passagem para a igreja de Santa Maria e para a casa dos magistrados, num trajecto onde os turistas que nos vistam podem desfrutar dela. Mais ainda, se um dia outros responsáveis políticos entenderam que ela não está bem localizada ela é amovível e pode ser desmontada e depois montada noutro sítio”.   


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