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Sexta, 23 Out 2020
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POL�TICA
VEREADOR ADMITE DESMOTIVAÇÃO
Rádio Cova da Beira
O vereador da CDU na câmara municipal da Covilhã assume “forte desmotivação”. José Pinto promete continuar a trabalhar até final do mandato, mas assume desmotivação perante a ausência de resposta aos problemas que são colocados, e às propostas apresentadas no seio do executivo.
Por Paula Brito em 28 de Apr de 2016
 “É lógico que a partir de certa altura torna-se um bocado desmotivante, quando apresentamos propostas concretas, realistas. Nós próprios, e eu contra mim falo, comecei a ter alguma dificuldade em me motivar e a batalhar numa pedra que é dura”.

A desmotivação do eleito da CDU significa que não está disponível para as próximas autárquicas? José Pinto deixa a avaliação para mais tarde e promete continuar a trabalhar até final do mandato “o trabalho continua e continuará até final do mandato, agora isso não me caberá só a mim, eu digo de forma muito sincera que há uma desmotivação forte por parte da minha pessoa tendo em conta aquilo que encontrei e pensava encontrar numa câmara porque não eram as vivências que eu tinha de uma assembleia e junta de freguesia. A avaliação será feita pelo grupo de trabalho, em tempo oportuno.”

Mas há uma avaliação que já é possível fazer. Passados dois anos e meio de mandato é visível a falta de estratégia, rumo e planeamento da câmara da Covilhã. O autarca deixa como exemplo a atribuição, até à data, de um milhão e 200 mil euros em subsídios para associações, colectividades e instituições do concelho, sem qualquer critério “quando há dois anos e meio venho perguntando quais são os critérios para atribuição de subsídios e não se conseguiu apresentar um regulamento, aquilo que se fez não teve nada de planeamento”.

O mesmo está a acontecer com as juntas de freguesia “o ano das freguesias nunca mais chega, lá se vai com uma ou outra intervenção amainar aqueles que são mais reivindicativos, mas eu penso que este mandato vai ficar marcado pela falta de investimento nas freguesias”.

Para José Pinto os fantasmas do passado continuam a turvar a visão de futuro, e se é verdade que o anterior executivo deixou “alçapões por abrir e algumas bombas relógio”, condicionando financeiramente a autarquia, a falta de dinheiro não pode, no entanto, ser desculpa para tudo. Prova disso é um milhão e meio de euros que surgem nas contas do município de fornecimento de serviços externos “quando avaliamos o que foram as despesas com a contratação de serviços é porque não foi assim tão mau o ano financeiro”.

Para José Pinto, mesmo sem grande disponibilidade financeira era possível fazer mais e melhor, resolvendo os pequenos problemas das populações que são grandes problemas para os munícipes.  


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