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Quarta, 21 Out 2020
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POL�TICA
"NINGUÉM É DONO DO 25 ABRIL"
Rádio Cova da Beira
As portas que Abril abriu e as conquistas da revolução dos cravos, a Constituição Portuguesa e o “enorme contributo” que o Poder Local deu para a melhoria das condições de vida das populações dominaram os discursos dos representantes dos grupos políticos com assento na Assembleia Municipal do Fundão
Por Paulo Pinheiro em 26 de Apr de 2016

O 25 de Abril de 1974 não é um dia como os outros pois recordamos quem disse não e lutou contra a farsa fascista e colocou cravos nas espingardas. E o povo que foi e continua a ser determinante no caminho a percorrer, sublinhou Guilherme Blazquez Feches, da CDU

“Foi o povo o construtor do seu destino nos anos entre 1974 e 1976 e será o povo a guiar-se a si próprio hoje. A democracia, o nosso regime vigente, não é eterno e apenas sobrevive e se transforma para melhor quando o povo intervém e participa. Este simples fato deveria servir a todos nós para responder ao discurso da inevitabilidade. Que não haja engano, a democracia que temos já não é a conquistada em 1974 e pela vontade de alguns até já estaria mais deturpada e delapidada. O nosso maior inimigo político não são as diferenças políticas, pois essas quando temos a razão do nosso lado são vencidas, a indiferença generalizada numa sociedade sobrecarregada de estímulos controlados é que nos deve fazer perder o sono”, disse o representante da Coligação sublinhando que “o 25 de Abril não é um dia como os outros e vamos mante-lo assim”

Também o PS saudou os militares de Abril e a sua luta contra um tempo, regime ditatorial, demasiado longo mas o dia chegou e trouxe mais paz, pão, habitação, saúde, educação e liberdade, recorda Marina Nascimento que sustenta que passaram 42 anos sobre essa conquista civilizacional, um grande hino à liberdade “ liberdade que não tem preço”, disse.

Mas como processo inacabado que é “não se pode baixar a guarda” porque a democracia “nunca mais pode ser um fruto proibido”. Com a crise e a austeridade, imposta pela União Europeia, “que desiludiu”, os portugueses voltaram a perder a esperança em dias melhores, referiu. A representante da bancada do PS na Assembleia Municipal do Fundão criticou a extinção de freguesias num poder local que foi uma das maiores conquistas de abril. Quanto aos partidos políticos têm que deixar entrar o ar da renovação

“Se os partidos não se renovarem, não se abrirem à sociedade, e não deixarem entrar o ar renovador dos tempos que correm tornar-se-ão apenas um instrumento de poder ao serviço de alguns cavando um fosso ainda maior entre governantes e governados, e como sabemos este caminho é preocupante e resvaladiço e um dia poderá constituir um problemas ´serio e de difícil resolução…. Uma reforma não é um corte, nomeadamente cego e feito à pressa. O Poder Local é a primeira e a última ligação das pessoas com o Estado e também por isso não faz sentido que se tenham eliminado muitas freguesias, nomeadamente do espaço rural sobretudo essas que faziam a ligação com os cidadãos. Isso foi andar para trás e um tirar de tapete ao mundo rural e aos territórios de fraca densidade populacional”, sustentou.

 

É preciso restaurar o são debate democrático defendeu a representante da bancada do PSD. Para Maria de Lurdes Liberato, o 25 de Abril não se fez para ser um objeto de memória ou uma efeméride, deve ser uma data a atualizar diariamente. “Ninguém é dono do 25 de Abril”

“Graças e ele a democracia está mais próxima das populações contribuindo decisivamente para avançar no domínio das infraestruturas básicas, da educação e da saúde. Portugal é hoje um país diferente do que era há 40 anos e este avanço não foi obra da Constituição mas da conquista de todos nós. Uma conquista feita de trabalho e sentido de responsabilidade. Do mesmo modo que não existem portugueses de primeira e de segunda também ninguém é dono do 25 de Abril. A liberdade não tem proprietários, a democracia é de todos e para todos”, salientou.

 

O presidente da CMF começou por homenagear todos os quatro mil cem autarcas eleitos desde 1976 no concelho do Fundão, na câmara, assembleia municipal, juntas e assembleias de freguesias “os fazedores do futuro inovador ao longo de quatro décadas”.

Ao poder local deve-se muito do progresso alcançado nas diferentes terras em Portugal “um grande salto em frente dado no país”, considera Paulo Fernandes. O edil está convicto que o Fundão, pela estratégia definido, vai ganhar o futuro. É preciso ter confiança

 

“Tenho a convição que vamos ganhar o futuro. Fundanenses, é preciso ter confiança no nosso futuro comum. Pela nossa parte cumpriremos sempre o principal papel do Poder Local como um porte de chegada para esperanças e de saída para ações e obras que sempre ao serviço das pessoas e das comunidades promovam e contribuam para o seu desenvolvimento integral e equitativo. No dia da liberdade reitero como presidente da câmara que todas as vozes são válidas e essenciais na hora de se definir a harmonia dos ritmos que queremos para o nosso desenvolvimento. O 25 de abril mais que confirmar o ser munícipe asseverou e afiançou algo de muito importante: o sermos cidadãos inteiros, conscientes dos direitos e deveres na gestão das nossas pequenas pátrias comuns”, disse.

Sem discurso preparado, o presidente em exercício da Assembleia Municipal do Fundão, Luís Gavinhos, dirigiu-se aos jovens a quem deixou uma mensagem

“Não se lembrem ou recordem apenas mas vivam e sintam o espírito de Abril e assim renovo o meu sim: façamos uso dos nossos sonhos e acreditemos sempre que o amanhã será melhor”.  

 


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