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Quinta, 22 Out 2020
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POL�TICA
25 DE ABRIL NA COVILHÃ: A VISÃO DOS PARTIDOS
Rádio Cova da Beira
Foram várias as críticas à acção da câmara municipal da Covilhã na sessão solene comemorativa do 25 de Abril naquele concelho. No dia em que foram assinalados os 42 anos da revolução dos cravos as maiores críticas vieram das bancadas do MAC e do PSD.
Por Nuno Miguel em 25 de Apr de 2016
 João Bernardo, do movimento “Acreditar Covilhã”, sublinha que “infelizmente o nosso caminhos, covilhanenses, está pejado de buracos e não só a nível das estradas, das contas, da visão e da estratégia para o desenvolvimento do concelho mas sobretudo, porque hoje estamos aqui a falar de liberdade e democracia, o maior dos buracos vive-se hoje no seio municipal onde os eleitos entendem que as suas vontades, interesses e eventuais acordos individuais se podem sobrepor à vontade daqueles que os elegeram. Alguns, sem qualquer suporte ou justificação, preconizam o caos e a desgraça e outros empurrados fielmente assumem-se defensores de terremotos com o intuito de protagonizarem projectos pessoais pondo em causa o normal funcionamento das instituições democráticas. Mas pior que tudo isso desafia-se o mandato temporal que foi concedido e assume-se sem qualquer pejo que o trabalho que deveria ser feito em quatro anos afinal tem um horizonte de 12, tentando condicionar ou penhorar os votos de que precisam para, à semelhança de outros, se quererem perpetuar no poder”. 

 

Já o líder da bancada do PSD considera que as assimetrias entre o litoral e o interior continuam a aumentar, criticando a decisão do governo em subir o valor das portagens na A 23 que contrariou o que prometeu em campanha eleitoral assim como reafirmou a urgência de criação de um estatuto específico para os territórios de baixa densidade. Mas também a nível local, Francisco Moreira sublinha que o actual executivo ainda não cumpriu as principais promessas feitas aos covilhanenses “lembramos aqui o estado de estagnação em que se encontra o nosso concelho e o desencanto que se abateu sobre as freguesias, os clubes e associações. Comemorar Abril é lembrar promessas feitas e não cumpridas como a redução do valor da factura da água ou a eliminação da taxa de ocupação de subsolo. Devemos lembrar a quem tem o poder autárquico que foram eleitos para encontrar soluções futuras para os nossos problemas colectivos em vez de lamentar reiteradamente aquilo que de menos bem foi feito no passado”.

 

Mónica Ramôa, representante da bancada da CDU nesta sessão solene, preferiu olhar para a situação nacional e para aquilo que classificou como uma ingerência internacional na soberania do país “está triste a primavera no país de Abril e no entanto mantém-se a esperança inicial de uma vida melhor num país soberano. Portugal é a mais antiga nação soberana da Europa e sofre actualmente das maiores ingerências estrangeiras de que há memória. Nem as invasões francesas nem o domínio espanhol filipino condicionaram tanto a vida de todos nós e o futuro que almejamos alcançar. É inadmissível a ameaça constante à soberania nacional pelos interesses financeiros estrangeiros representados pelo conselho europeu”.

 

A resposta às críticas de MAC e CDU chegou pela voz de José Miguel Oliveira. O eleito do PS sublinha as enormes dificuldades de governação encontradas pelo actual executivo e apontou os responsáveis “nos últimos 20 anos do executivo anterior receberam-se extraordinariamente mais de 66 milhões de euros. Para onde foram? Onde está a tão grandiosa obra que justifique tamanhos sacrifícios para o futuro? As políticas e os contenciosos legais que este executivo herdou tem um rosto em comum, um partido em comum e tem um movimento que o personifica nesta assembleia; Carlos Pinto, o PSD e o MAC. Apesar de este executivo não poder recorrer a empréstimos, as receitas ordinárias serem substancialmente diminutas e não havendo espaço para receitas extraordinárias, não se baixaram os braços nem se virou a cara à luta. Bem sei que alguns dirão que o que foi feito até agora é pouco mas nesta dicotomia argumentativa do copo meio cheio ou meio vazio uma coisa é certa; o copo tem sempre líquido. Para mim, e face às circunstâncias, olho com orgulho para o trabalho realizado e com ambição para o nosso futuro”. 

 

Já o presidente da assembleia municipal da Covilhã recordou que no ano passado deixou nesta sessão solene uma mensagem de esperança. Este ano Santos Silva quis deixar uma mensagem de acção “neste momento o desígnio da cidade e da região parece estar comprometido; deixemo-nos de frustrações pois chega de humilhações. A Covilhã foi líder nesta Beira Interior e que graças a ela se desinteriorizou e internacionalizou desde há muito. A dívida é lamentável mas a Covilhã teve e deve continuar a ter estatuto de primeira grandeza, de líder na economia, na ciência e na cultura. A Covilhã tem a maior concentração de massa cinzenta do interior do país e é tempo que tudo volte a florescer. A Serra tem tudo para nos presentear”.    


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