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Domingo, 07 Mar 2021
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CULTURA
BOOM REGRESSA A IDANHA
Rádio Cova da Beira
De 11 a 18 de Agosto s√£o esperados 33.333 festivaleiros em Idanha a Nova. O n√ļmero de bilhetes vendidos, que esgotaram um m√™s ap√≥s a abertura da bilheteira. Pela primeira vez desde que se realiza o Boom a percentagem de estrangeiros chegou √† fasquia dos 90%, v√™m de 159 pa√≠ses, sendo que a maior representatividade √© oriunda de Fran√ßa. Jap√£o √© este ano o pa√≠s convidado e tr√°s 500 japoneses ao festival que dedica a edi√ß√£o 2016 ao xamanismo.
Por Paula Brito em 21 de Apr de 2016
A organização aposta este ano na melhoria das condições que são dadas aos visitantes com menos filas, mais conforto e mais espaços e serviços no recinto do festival que é responsável pela injecção de 33 a 35 milhões de euros na economia nacional “é fácil fazer a conta: se 90% da população vem do estrangeiro, o bilhete custa 150 euros e em média uma viagem de avião custa 250 euros, mais deslocação para o festival (100 euros), mais 50 euros por dia para alimentação, estaremos a falar em mil euros, e isto é para a classe baixa do Boom, isto é, a que vem com o dinheiro contado”.

Segundo Alfredo Vasconcelos, administrador da empresa que organiza o Boom, uma parte significativa desse montante fica na economia regional, apesar de neste capítulo as contas serem mais difíceis de fazer “por exemplo fui ao booking saber o que é que existe para Castelo Branco na data do festival e não existe nada, está tudo esgotado a cerca de quatro meses do festival, posso dizer que servimos só no nosso refeitório 36 mil refeições que são compradas localmente, as pessoas que trabalham connosco, os materiais que compramos aqui, as máquinas que alugamos, enfim poderei dizer que é francamente significativo”.

Em breve o impacto do Boom Festival na região será conhecido uma vez que segundo Armindo Jacinto, presidente da câmara municipal de Idanha a Nova, está a ser realizado um estudo para avaliar o impacto regional de um festival que chegou a Idanha a Nova em 2002 e que hoje, leva o nome do concelho a todo o mundo. Apesar das resistências iniciais, passados 14 anos, o autarca idanhanese considera que “valeu muito a pena” apostar neste festival “que leva uma imagem muito positiva de Idanha para o mundo”.

Considerado, desde 2008, o festival mais verde da Europa, o Boom tem vindo a arrecadar vários prémios e títulos.

A dimensão do festival também se mede pelos números, ficam alguns exemplos e curiosidades da última edição: em 2014 o Boom levou a Idanha 693 artistas, 940 horas de música em quatro palcos, foram necessários 25 quilómetros de cabo eléctrico, 280 casas de banho, 630 quilómetros de papel higiénico e só na fase de preparação do evento foram consumidos 500 quilos de café.


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