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Sexta, 05 Mar 2021
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CULTURA
GERAÇÃO “ÁGUA FELIZ” RECORDADA
Rádio Cova da Beira
A antiga piscina municipal do Fundão nunca pode ser esquecida como um dos grandes símbolos da cidade. Esta é uma das principais conclusões de uma conversa aberta que decorreu ontem à tarde no museu arqueológico municipal no âmbito das comemorações do dia dos monumentos e sítios que este ano foi dedicado à temática do desporto.
Por Nuno Miguel em 19 de Apr de 2016

Foi em 1953 que a piscina acolheu a realização do primeiro festival de natação, quatro anos depois houve nove atletas do Fundão que participaram pela primeira vez em campeonatos regionais onde obtiveram vários títulos e em 1959 pela primeira vez o Fundão teve um campeão nacional de natação. Um trabalho que, de acordo com Eduardo Saraiva, colocou o concelho no mapa desportivo nacional e o catapultou para outros patamares “o Fundão na natação teve um trabalho espectacular e isso deve-se muito ao antigo presidente de câmara Fernando Carneiro que até hoje ainda não teve a devida homenagem; desde a recuperação da piscina até ao apoio dado à realização de festivais e ao êxito desportivo que transformou o Fundão numa referência nacional. Isso marcou muitos pontos para que o concelho tivesse até aqui pessoas a passar férias. Eram outros tempos, o Fundão agora é outro e temos de olhar para o futuro”.

Luís Gavinhos, actual vice presidente da assembleia municipal, foi um dos elementos dessa geração, que deixou marcas bem vincadas até aos dias de hoje “aquilo que mais me marca é ter feito parte dessa geração e ainda hoje me sinto gratificado por isso relativamente ao bem que me fez, a camaradagem, que foi transversal às idades e isto numa altura em que era muito difícil, por exemplo, deslocar atletas para participarem em competições a Coimbra ou a Lisboa e o espírito de equipa que o desporto em si mesmo tinha é algo que ainda hoje recordo”.  

Para além das aulas de aprendizagem de natação, a piscina municipal foi também sempre um ponto de encontro dos fundanenses e que permitiu desenvolver várias actividades. José Carlos Couto, que durante muitos anos foi o monitor daquele espaço, recorda que também a população das freguesias procurava muito aquele espaço “tínhamos gente de todas as aldeias, chegavam a alugar-se transportes para virem alguns miúdos das freguesias e isso era notável; houve uma altura em que chegámos a ter 800 crianças a aprender a nadar sem as condições que existem hoje. Para além disso fizemos festivais, maratonas de 24 horas, chegamos a ter ranchos lá a actual e por isso este é um espaço que faz parte daquilo que é a memória da cidade”.


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