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Segunda, 08 Mar 2021
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CULTURA
BELMONTE DISPONÍVEL PARA APOIAR CÁTEDRA
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal de Belmonte está disponível para apoiar a criação de uma cátedra de estudos sefarditas na universidade da Beira Interior. Uma disponibilidade manifestada pelo presidente da autarquia durante o colóquio “inquisição, cripto judaísmo e marranismo” que está a decorrer no auditório do museu judaico.
Por Nuno Miguel em 15 de Apr de 2016

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António Dias Rocha refere que já por várias vezes se tentou concretizar a criação dessa cátedra e as conclusões finais deste encontro podem dar o impulso que falta para que a ideia passe definitivamente à prática “esse é um sonho que já temos há muito tempo e inclusivamente desenvolvemos algumas conversações com a UBI e também com a faculdade de letras da universidade de Lisboa; sei que há interesse do governo de Israel em relação a esta temática e estou muito entusiasmado com os resultados que podem advir deste congresso e a partir dai começarmos a trabalhar mais afincadamente com a UBI e com os governos de Portugal e de Israel para podermos alcançar esse objectivo”.

Mas para além da criação dessa cátedra, o presidente da câmara de Belmonte garante que também ainda não desistiu de ver criado um centro de estudos judaicos no concelho “eu gostaria muito de ter em Belmonte uma estrutura que pudesse proporcionar a jovens israelitas e a outros judeus do mundo sediarem-se aqui e poderem aprender a história dos seus antepassados e ao mesmo tempo poderem aprender a história, a cultura e a língua Portuguesa. Seria uma estrutura que também poderia ter o apoio dos governos português e israelita e é uma ideia que nós também queremos passar à prática”.

Um dos temas em destaque neste encontro foi a presença da comunidade judaica no tempo da inquisição e que, ao contrário do que sucedeu noutros pontos do distrito, acabou por passar quase incólume ao processo inquisitivo. Jorge Martins, um dos oradores convidados, explica os motivos “por ser uma comunidade pequena acabava por passar mais despercebida; mesmo os processos da inquisição são menos porque eu identifiquei aqui cerca de 50 enquanto que em concelhos como Castelo Branco ou Idanha há mais de 300. Era uma comunidade que, também do ponto de vista económico, não era muito importante e por isso passou mais despercebida e até para a própria inquisição era mais difícil chegar aqui”.

Um colóquio integrado na “Judaica”, a mostra de cinema e cultura que tem a funcionar pelo segundo ano consecutivo uma extensão em Belmonte. No total vão ser exibidos, até amanhã, quatro documentários, duas curtas e três longas metragens.


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