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DESPORTO
ADE FESTEJOU 40 ANOS COM UM JANTAR
Rádio Cova da Beira
Cem pessoas estiveram presentes no passado fim de semana no Hotel "Varanda dos Carquejais"(Serra da Estrela), no jantar comemorativo do 40º aniversário da Associação Desportiva da Estação(Covilhã). O evento ficou marcado pelas criticas dos dirigentes do clube à forma como a edilidade entrega subsídios a algumas colectividades e pela falha na conclusão das obras do complexo desportivo da ADE.
Por Miguel Malaca em 13 de Apr de 2016

Numa noite em que o antigo presidente da Câmara Municipal da Covilhã Álvaro Ramos (1986-1989), foi homenageado pela direcção do clube, em virtude de cedência, na altura, dos terrenos à ADE, para a construção do complexo desportivo, recorde-se, os dirigentes Paulo Ramos e Vitor Rebordão, aproveitaram a oportunidade para também criticar o Município, lançando dois reptos.

O presidente do conselho fiscal referiu que " quando se dá alguma coisa à ADE, não é sinónimo de que todos os clubes do concelho têm também de receber algo. A Câmara Municipal da Covilhã deve apenas dar subsídios e/ou apoiar as associações pelo trabalho realizado, pelo mérito, e pela importância das iniciativas levadas a cabo para prestígio da cidade, concelho e região, daí que lance um repto ao senhor presidente da Câmara, para que coloque na porta do seu gabinete estas directivas e concerteza que muitos clubes, em vez de subirem as escadas da Câmara a pedir apoio, descem-nas." Disse Paulo Ramos.

Quanto a Vitor Rebordão, para além de relembrar e homenagear os fundadores, dirigentes, jogadores e treinadores que passaram pelo clube nos últimos 40 anos, relativamente às declarações de Paulo Ramos colabora com as mesmas, acrescentando que os apoios camarários "devem ser mais criteriosos, selectivos e dados pelo mérito e pelo trabalho desenvolvido, e não apenas, por exemplo, pela realização de torneios de sueca ou damas, sem desprimor, naturalmente".

O líder da AD Estação, no que diz respeito aos acordos feitos com a autarquia covilhanense em 1986, relembrou que "para além do actual campo de futebol/complexo e sede social da ADE, onde estão agora os edifícios da GNR, CITEV e alguns prédios ali construídos, terrenos que envolvem o nosso complexo, tudo pertencia ao clube, terrenos doados pela Câmara de Álvaro Ramos, que foram depois cedidos à edilidade, por escrito e em permuta, liderada por Carlos Pinto, em troca da construção total do complexo, o que até agora não foi feito. De facto, quando não havia nenhum complexo desportivo na cidade a ADE prontificou-se a construir um, daí que, quando se fala que a Câmara dá muito à ADE, as pessoas erram, pois falta cumprir o prometido." Concluiu Vitor Rebordão.

Aos reptos lançados pelos dirigentes do clube, o edil covilhanense começa por responder primeiro ao presidente da direcção afirmando que " com toda a frontalidade e olhos nos olhos digo que lamento que os dirigentes da ADE, clube que muito prezo, admiro e estimo, não tivessem tido esta mesma frontalidade há 26 anos atrás, que demonstraram nesta noite. Relativamente aos terrenos devo dizer da minha perplexidade, não condenação, perplexidade, porque gostaria de ver de facto os dirigentes do clube demonstrarem essa assertividade reivindicativa a outros, e não apenas agora, pois na altura com tantos apoios a fundos comunitários e receitas extraordinárias, ninguém criticou, agora, quando estou a gerir e a governar a Câmara e a cidade da Covilhã com dívidas extraordinárias, surgem estas questões, justas, não digo que não, pois o clube merece tudo de bom pelo trabalho excelente que tem feito ao longo destes 40 anos na formação de jovens, mas as dificuldades financeiras da edilidade são muitas e conhecidas, e uma vez que os dirigentes da ADE já me fizeram chegar os documentos de que falam, e caso estejam ainda dentro da legalidade e do prazo, a Câmara irá cumprir o que foi assinado há 30 anos. A CMC dá actualmente por mês, 4 mi euros de subsídio à ADE, porque é justo, merece, e também tem muitas dificuldades financeiras, mas não sabia desse documento, nem dessa permuta feita, daí que, vamos agora estudar e analisar os documentos e ver o que se poderá fazer a curto prazo."  Referiu Vitor Pereira. 

Quanto ao repto deixado por Paulo Ramos, Vitor Pereira disse que " é verdade que nem todos prestam o mesmo serviço, mas todos os clubes e associações do concelho fazem falta, são necessários à comunidade onde estão inseridos e aos sócios, mas todos, também, merecem o nosso apoio, respeito e consideração, daí que, estamos agora a finalizar o novo regulamento de atribuição de subsídios às colectividades, onde vamos ser ainda mais exigentes e rigorosos." Concluiu o edil.

Durante o jantar dos 40 anos da ADE, Luís Fiadeiro, no uso da palavra, voltou a bater na mesma tecla.

" A ADE há 40 anos não tinha campos para jogar futebol nem sede, soubemos perspectivar e preparar o futuro, devido ao grande trabalho e esforço de muitos, é verdade, mas sobretudo do senhor Vitor Rebordão, dos apoios da autarquia ao longo de todos estes anos, pena que o governo nunca tivesse olhado para nós de forma diferente e nos tivesse ajudado na construção desta obra. Tenho muita pena e lamento imenso que isso tenha acontecido." Referiu o presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Estiveram também presentes, Elísio Carneiro, vice-presidente da FPF, Joaquim Zacarias, Secretário Geral da AFCB, Silveira Ramos, Director Técnico Nacional da FPF, e Mário Rui Gomes, representante da União de Freguesias Covilhã/Canhoso.

Este autarca fez a entrega à AD Estação, de um cheque de 2.500 euros(apoio anual), para além de ofertar a nova bandeira da freguesia, e uma tela de projecção.

O próximo grande evento da AD Estação (Covilhã), e inserido no 40º aniversário, está entretanto marcado para os dias 10, 11 e 12 de junho, no complexo desportivo do clube.

Trata-se do 14º Torneio Internacional "Diamantino Costa" Cidade da Covilhã. 

 

 

 


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