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Terça, 19 Nov 2019
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SOCIEDADE
“NÃO SOU PARTIDÁRIO DE ENCERRAR POSTOS”
Rádio Cova da Beira
O comandante distrital da GNR refere que o encerramento de postos daquela força de segurança no distrito é uma matéria que não está em cima da mesa. A afirmação feita por José Carlos Gonçalves no final das comemorações do sétimo aniversário de criação do comando distrital que decorreram no Fundão durante os últimos dois dias.
Por Nuno Miguel em 29 de Mar de 2016

De acordo com o comandante distrital da GNR com os meios que actualmente o distrito tem à disposição é possível resolver os problemas que existem sem se proceder ao encerramento de nenhuma estrutura, uma vez que a segurança é uma matéria prioritária “há prioridades em relação ao que são os diferentes enquadramentos que o comando geral da GNR tem e há nitidamente outras zonas do país que precisam outros meios que não aqueles que são distribuídos ao nosso distrito; agora com os nossos meios e com a nossa imaginação nós podemos encontrar formas de resolver os problemas que temos sem fechar postos. Claro que se houver uma decisão superior a nível ministerial de encerrar postos eles terão de ser encerrados mas eu não sou partidário disso”.

José Carlos Gonçalves acrescenta que o reforço do policiamento de proximidade é um dos grandes objectivos que a GNR vai continuar a trilhar no distrito por forma a que nenhum cidadão se sinta inseguro.

Nesse sentido o comandante distrital daquela força de segurança referiu que já foi apresentado um plano ao comando geral no sentido de reforçar os meios humanos e técnicos no distrito “qualquer comandante pede mais e melhores meios; todavia no nosso distrito essa é uma necessidade que se coloca mas particularmente terá de haver uma reorganização e uma nova forma de encarar a segurança relativamente a essa imaginação que eu referia há pouco e que possa passar por conseguir, em novas colocações, numa articulação diferente e promovendo novas modalidades de acção, conseguir aquilo que nos propomos que é mais e melhor segurança”.  

A necessidade de requalificar alguns dos quartéis existentes foi também definida pelo comandante distrital da GNR como uma necessidade que está a ser acompanhada de perto e que encontrou eco junto do presidente da câmara do Fundão. Paulo Fernandes sublinha que apesar do anterior quadro comunitário não ter dotação financeira para a realização deste tipo de obras o município está a desenvolver um projecto com o objectivo de melhorar as condições existentes no concelho “estamos neste momento a trabalhar, de forma concertada, com o comando distrital para lançar o procedimento para a requalificação do quartel de Alpedrinha e vamos continuar nesse processo até termos os recursos também para avançar com a requalificação do quartel do Fundão que precisa de uma grande intervenção e também na mudança de localização do quartel de Silvares porque ele merece e carece dessa alteração”.

Já no que diz respeito ao plano para reforço de meios humanos e técnicos, o segundo comandante geral da GNR refere que não conhece esse documento em detalhe mas vai ser procurada uma resposta para as necessidades existentes no distrito “com certeza que, dentro das limitações que todos nós temos, aquilo que puder ser feito em prol deste e de outros comandos distritais será feito. Nós estamos disponíveis para apoiar, na medida do possível, essas solicitações que sabemos que não são apenas deste mas de todos os distritos”.

Luís Filipe Nunes referiu ainda que a proximidade a uma região de fronteira leva a que a GNR esteja a desenvolver várias acções com o objectivo de prevenir focos de criminalidade, nomeadamente actos de terrorismo, mas sublinha que Castelo Branco continua a ser um dos distritos mais seguros de todo o país “os indicadores que nós temos são esses; tem uma larga zona raiana com uma fronteira importante mas é um distrito seguro e onde as populações vivem em tranquilidade e segurança. A questão da fronteira não deve ser vista como uma barreira mas sim como um desafio e nós temos aqui mecanismos de coordenação como por exemplo os CCPA´S onde temos forças policiais e serviços de informações a trabalharem permanentemente”.

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