RCB/TuneIn
sábado, 01 out 2022
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
AVC: NÚMEROS A DIMINUIR
Rádio Cova da Beira
Está a decrescer o número de doentes com AVC tratados no centro hospitalar da Cova da Beira. Os dados são avançados pela directora da unidade de acidentes vasculares cerebrais daquela unidade de saúde a poucos dias de se assinalar o dia do doente com AVC.
Por Nuno Miguel em 27 de Mar de 2016

Desde que foi criada, em 2005, a unidade registou a sua maior afluência em 2010, com 395 casos. Um número que tem vindo a decrescer deste então, tendo sido tratados no ano passado 288 casos. De acordo com Fátima Paiva há vários motivos que podem estar na origem desta situação “por um lado nós verificamos que há um maior esclarecimento da população em relação aos factores de risco; por outro lado também existe um reforço da acção que é desenvolvida pelos cuidados de saúde primários o que leva a pessoas a seguir alguns comportamentos no sentido de prevenir factores de risco. Mesmo a mortalidade a nível nacional também melhorou e tudo isso acabam por ser indicadores positivos”.  

 

Para assinalar a efeméride, que se comemora no próximo dia 31, a unidade de AVC do centro hospitalar vai promover visitas a duas unidades de cuidados continuados da região e também realizar várias acções de sensibilização em escolas no arranque do terceiro período lectivo. Fátima Paiva sublinha que “a nossa perspectiva passa sempre por esclarecer mais e também optimizar a nossa ligação a Coimbra através da nossa via verde do AVC; é necessário na mesma manter a terapia da fala, manter a assistente social também sempre presente e também a fisioterapia. Neste momento temos um problema ao nível da fisioterapia uma vez que necessitávamos que o doente quando tem alta hospitalar continuasse no dia seguinte a fazer fisioterapia mas nem sempre isso é possível e é uma questão que nós estamos a procurar optimizar”.

 

Apesar de os índices de mortalidade relacionadas com o AVC também estarem a diminuir a nível nacional, esta continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal. Fátima Paiva refere que existe uma grande necessidade de estar atento a sintomas como perda da fala, paralisia dos braços ou dificuldades em andar, uma vez que uma parte muito significativa dos casos não é detectada de forma precoce ”ainda temos muitos doentes que chegam tarde e muitas vezes a trombólise, que é o tratamento mais utilizado, não é feita porque não se sabe exactamente o momento em que ocorreu o acidente. Mesmo assim não vamos desanimar uma vez que o trabalho que está a ser feito é muito positivo e vamos continuar a fazê-lo porque um AVC agudo não fica em casa, muitas vezes não vem na hora certa mas acaba por vir”. 

  Redes Sociais   Facebook

2007—2022 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados