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POL�TICA
CMC: VEREADOR COLOCOU LUGAR À DISPOSIÇÃO
Rádio Cova da Beira
Joaquim Matias colocou o lugar com funções executivas na câmara municipal da Covilhã à disposição do presidente da autarquia. O tema aqueceu o debate na reunião pública do executivo desta manhã e surgiu na sequência de uma troca de argumentos entre o eleito do PSD e Carlos Martins.
Por Nuno Miguel em 18 de Mar de 2016

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Na base da discussão esteve uma questão levantada por Carlos Martins ao vereador com o pelouro do urbanismo a propósito do ponto de situação referente ao investimento da empresa “Consplan”, que pretende dinamizar um loteamento de casas pré fabricadas junto ao antigo aeródromo da cidade “parece-me que ainda não estão concluídos todos os documentos para que a verba desse loteamento possa entrar nos cofres da câmara municipal. Eu gostaria de saber o que se passa porque estou preocupado em relação a esse loteamento porque já ouvi dizer que a obra está parada, há trabalhadores neste momento sem emprego e este é um investimento para a Covilhã, que o senhor presidente da câmara conseguiu, e estas coisas quando param às vezes depois levam mais tempo até arrancarem outra vez”.

Na resposta Joaquim Matias sublinhou que “não contarão comigo para fazer despachos para que as verbas entrem ilegalmente nos cofres do município. O que o urbanismo faz é defender os interesses do município e dos investidores e aquilo que eu pergunto é como é que é possível querer-se cobrar uma taxa se ainda não há uma caução que salvaguarde o futuro para o município”.

Certo é que a discussão se prolongou e Carlos Martins abriu um outro dossier; a entrega de um abaixo assinado nos serviços de urbanismo da câmara da Covilhã, dinamizado por Jorge Pombo, antigo presidente da autarquia covilhanense, e onde alegadamente eram feitas críticas ao funcionamento do serviço de urbanismo “na última reunião privada eu questionei o senhor vereador Joaquim Matias sobre um abaixo assinado que teria sido encabeçado por um projectista e se isso era verdade ou não porque vi isso num blogue anónimo e de cobardia. O senhor vereador respondeu-me, dizendo que já tinha recebido um mais desse projectista e que durante esta semana seria enviado um desmentido para os jornais mas eu ainda não o vi. È certo que todos nós tentamos fazer o melhor mas nem tudo está bem nalguns serviços”.

Joaquim Matias aproveitou a oportunidade para tornar público o conteúdo de um email enviado pelo antigo autarca, onde é negada a existência desse abaixo assinado “quero deixar expressa a minha indignação com essa notícia do blogue «pelourinho». Não só não há qualquer manifesto como não encabeço qualquer movimento seja de que tipo for. O senhor engenheiro Jorge Pombo teve depois a amabilidade de vir ao meu gabinete onde me transmitiu que enviou um comunicado para publicação e se isso não fosse feito iria dar resposta num jornal regional”.

A troca de argumentos entre os dois vereadores acabou por prolongar-se até ao momento em que Joaquim Matias colocou à disposição do presidente da câmara da Covilhã o lugar de vereador a tempo inteiro “quando o senhor presidente da câmara me convidou para exercer estas funções sei que não era essa a vontade do vice presidente nessa altura mas em 2015 quando assumi funções o senhor vereador Carlos Martins teceu os maiores elogios à minha pessoa em reuniões públicas e privadas da câmara. Mas eu sempre disse ao senhor presidente que o dia que entendesse que eu não estou a servir o município me dissesse que não contava mais comigo. Também sempre disse que quando eu entender que não estou ao serviço do município e das pessoas vou-me embora e por isso ponho nas mãos hoje do senhor presidente da câmara este lugar à sua disposição. Se este era o objectivo do senhor vereador Carlos Martins aqui o tem”.

Um cenário que foi rejeitado pelo presidente da câmara da Covilhã. Vítor Pereira afirma que “no dia de hoje mantem-se os mesmos pressupostos que me levaram a convidá-lo para estar à frente do urbanismo bem, como dos restantes pelouros que detém. Se eu alguma vez entender que o senhor vereador não está a cumprir a missão, ou não é leal com o presidente da câmara iremos assumir essas consequências. Não é o caso agora e por isso o que lhe peço é que continue a esforçar-se, assim como peço o mesmo aos restantes vereadores com pelouros para que nos unamos em torno dos superiores interesses dos covilhanenses. Não temos que ser amigos uns dos outros mas temos de nos entender naquilo que nos une”.

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