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Quarta, 20 Nov 2019
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CULTURA
"ENSEMBLE" QUER ALUNOS QUE FICARAM DE FORA DO FINANCIAMENTO NO SISTEMA
Rádio Cova da Beira
A Ensemble - Associação Portuguesa de escolas de ensino artístico (APEEM) vai até final de Março entregar ao ministério da educação a listagem de alunos que ficou de fora do financiamento no início deste ano lectivo para ser corrigida “uma injustiça” que afectou centenas de alunos. No caso da Academia de Música e Dança do Fundão foram 20 os jovens que ficaram sem financiamento e que segundo João Correia até à data ainda não pagaram nada.
Por Paula Brito em 17 de Mar de 2016
 

 “No Fundão a CMF garantiu que iria assumir 100% no escalão A, 50% no B e a misericórdia 1/3 no C, estamos a falar de mudanças de regras a meio do jogo, isto foi uma enorme trapalhada”. O remanescente está a ser estudado pela associação de pais da academia. No caso dos quatro alunos que se encontravam nas mesmas circunstâncias no polo da academia em Penamacor, o pagamento foi assegurado, na íntegra pela câmara municipal. Agora, segundo João Correia, director da academia e presidente da APEEM, é preciso assegurar o futuro “continuamos a lutar para que esses alunos sejam contemplados e assumidos pelo Estado, nós (APEEM) assumimos o compromisso de fazer o levantamento dessa situação e de apresentar, até final do mês na secretaria de estado”.

Na reunião com o chefe de gabinete da secretária de estado adjunta da educação, foi ainda abordado outro problema que preocupa as escolas do ensino artístico que durante 5 anos viram congeladas as admissões de alunos aos cursos complementares de música, isto é, ao ensino secundário. Este ano lectivo abriu as primeiras 200 vagas, manifestamente insuficientes para as necessidades. No caso da academia fundanense “no próximo ano vamos precisar de mais, porque as vagas que vão ser criadas com a saída de alunos que terminam o 12.º ano são insuficientes, duas, e nós só internamente temos 7 alunos que querem continuar”.

Quanto ao problema gerado nas escolas de ensino artístico com a mudança de financiamento de fundos comunitários para o orçamento de estado acompanhado de um corte de 10%, a situação está nesta altura resolvida com o pagamento das duas tranches que correspondem a 80% do orçamento liquidadas. João Correia admite que no caso da academia não houve salários em atraso mas obrigou a instituição a recorrer a um financiamento para assegurar o pagamento de salários de Setembro a Janeiro, quando foi desbloqueada a primeira verba. Uma situação que não se deverá repetir no próximo ano lectivo, uma vez que o contrato agora assinado tem a duração de três anos.


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