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Quinta, 18 Jul 2019
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POLÍTICA
COOPERATIVA DE IDANHA TENTA RECUPERAÇÃO
Rádio Cova da Beira
Cooperativa de produtores de queijo da Beira Baixa, em Idanha a Nova, vai ser alvo de um Processo Especial de Revitalização (PER) com o objectivo de recuperar da difícil situação económica que atravessa, depois da rescisão do contrato de trabalho com 20 trabalhadores, devido a cinco meses de salários em atraso, e do fim da produção, na sequência de um problema sanitário que levou à destruição de várias toneladas de queijo.
Por Paula Brito em 28 de Feb de 2016
 

A informação deixada por Armindo Jacinto na assembleia municipal de Idanha a Nova. Segundo o autarca idanhense o PER já foi aprovado pelo tribunal “um PER é diferente de uma insolvência, no PER há uma hipótese de solução e é isso que está a ser estudado com os credores, envolvendo um gestor judicial, porque entendemos que durante estes anos em que a cooperativa produziu queijos de qualidade com prémios internacionais, há um  conhecimento que não se deve perder”.  

Armindo Jacinto respondia às questões levantadas pelas diversas bancadas na assembleia municipal, a começar por António Gil da bancada da CDU que recorda a instabilidade que a cooperativa já vivia há alguns meses com salários em atraso aos trabalhadores “talvez esta instabilidade e fragilidades associadas, não tenham contribuído favoravelmente não tenham contribuído para a qualidade de produção que era apanágio naquela unidade”.

João Geraldes da bancada do PS lamentou o comunicado do PSD a criticar o silêncio do presidente da câmara sobre a matéria “não devemos utilizar a cooperativa como arma política para uma área tão delicada como esta, o senhor presidente fez bem em não falar muito e acho que o PSD fazia muito bem em estar calado”.

Paulo Batista, do PSD, entende que Armindo Jacinto andou mal neste processo quando não dirigiu uma palavra aos mercados “o que está em causa são os outros produtores, que devia ter vindo imediatamente defender, porque é um produtor que está em causa não é o produto em si”.

O autarca de Idanha diz que o assunto foi gerido com pinças e que não ficou criada má imagem do queijo “percebeu-se perfeitamente que foi uma situação pontual de uma unidade de produção que imediatamente sanou o problema e eliminou toda a produção, para que não ficassem dúvidas, representou um prejuízo económico para a cooperativa que em termos financeiros, se estava mal, ficou pior”.


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