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Quarta, 17 Jul 2019
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SOCIEDADE
TODOS PELA ABOLIÇAO DAS PORTAGENS
Rádio Cova da Beira
Empresários, sindicatos e comissão de utentes da A23 vão solicitar uma audiência ao ministro do planeamento e das infra-estruturas com o objectivo de reivindicar, nada menos do que a abolição de portagens na auto-estrada da Beira Interior. A medida foi apresentada numa conferência de imprensa “histórica” que juntou a Associação empresarial da Beira Baixa, Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior, Conselho empresarial das Beiras e Serra da Estrela, União dos sindicatos de Castelo Branco e Comissão de utentes da A23.
Por Paula Brito em 26 de Feb de 2016

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 “Vamos dizer-lhe que terminou aqui o nosso período de contributo para a região, houve um período de ajustamento que terminou, participámos nele, estivemos a pagar uma infra-estrutura que nos foi dada como paga, portanto o nosso contributo terminou, daqui para a frente não será a mesma coisa, agora queremos ser tratados como as outras regiões”. José Gameiro, presidente da direcção da Associação Empresarial da Beira Baixa deixa um exemplo “não faz sentido que os 85 quilómetros de Gaia à Barra de Aveiro, onde há 3 alternativas, custem 5 cêntimos por quilómetro e que os mesmos quilómetros de Castelo Branco Norte a Abrantes Sul custem 8 cêntimos/km, são só 49% a mais e porquê? Se não temos alternativas e a região não gera a mesma riqueza?”.

No encontro com o ministro a plataforma vai apresentar estes e outros argumentos com o facto de “aquilo que o Estado arrecada em termos de portagens é uma ninharia no Orçamento de Estado”, frisou Marco Gabriel, da Comissão de Utentes da A23 que entregou recentemente uma carta ao ministro das infraestruturas aquando da visita do governante a Castelo Branco, onde constam todos os argumentos.

O episódio, em Castelo Branco, não passou em claro ao coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco, Luís Garra espera do governo “a sensibilidade necessária, porque não me parece adequado que o sr. Ministro, perante a entrega de uma carta sobre esta questão tenha respondido através da comunicação social nos termos em que o fez”, esquecendo aquilo que devem ser “as relações institucionais”.

Em cima da mesa, no encontro que vão solicitar a Pedro Marques, não estará menos do que a abolição das portagens “acabar com este custo de contexto, tem que ser” frisou Rogério Hilário. O presidente do conselho empresarial das Beiras e Serra da Estrela deixa um exemplo “nós temos empresas que acrescentaram 70 a 95 mil euros de gastos (em portagens) e não estou a falar de empresas de transportes”.

Outra das questões que importa esclarecer, segundo Ricardo Fernandes, do movimento de empresários Pela subsistência do Interior “é preciso perceber o novo contrato da A23, até pelo timming em que foi assinado, percebermos se é um contrato para penalizar ou para beneficiar todos os utilizadores da A23.”


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