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Segunda, 11 Nov 2019
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POLÍTICA
“SITUAÇÃO ARRASTA-SE HÁ ANOS”
Rádio Cova da Beira
Vítor Reis Silva considera inaceitável a existência de situações de precariedade laboral na câmara municipal da Covilhã. Em conferência de imprensa, em que foi apresentada a campanha nacional do PCP de combate ao desemprego e à precariedade, o dirigente da concelhia da Covilhã sublinha que chegou a hora de o presidente da autarquia, Vítor Pereira, tomar medidas para acabar com algumas situações que se arrastam há anos.
Por Nuno Miguel em 26 de Feb de 2016

“A precariedade laboral no município e em vários prestadores de serviços que trabalham para a autarquia é inaceitável; perguntámos na assembleia municipal qual a situação dos vínculos precários e até ao momento não obtivemos qualquer resposta. Colocámos igualmente a exigência de se eliminar de uma vez por todas a precariedade que atinge dezenas de trabalhadores afectos ao serviço educativo e perante esta realidade o presidente da câmara afirmou estar empenhado em combater a precariedade. Passe então das palavras aos actos porque, caso contrário, continuará a ser conivente com a exploração laboral e por ela será responsabilizado”.

 

Num olhar sobre a realidade do concelho, Vítor Reis Silva não esconde a preocupação do PCP pelo facto de a Covilhã ser o distrito com um maior número de desempregados em todo o distrito “o desemprego registado no IEFP atingiu 3061 trabalhadores aos quais temos de somar 871 desempregados ocupados. Trata-se do valor mais elevado no distrito num cenário em que muitos trabalhadores já não recorrem ao serviço público de emprego. A par do desemprego jovem e de longa duração, a precariedade é muito elevada em determinados espaços laborais, como é o caso dos call centers, onde se calcula que 95 por cento dos contratos são precários”.

 

Recorrendo a dados disponibilizados pelo IEFP em Novembro do ano passado, o dirigente da concelhia da Covilhã mostra-se ainda preocupado com o elevado número de trabalhadores a realizarem estágios e ocupados com contratos de emprego e inserção “são mais de 1600 pessoas nessa situação, sem garantia de qualquer posto de trabalho no final. Sublinho que há diversas funções do sector público que são assegurados por CEI´S sendo por isso evidente que que se tratam de funções permanentes e que estas pessoas deviam ser contratadas”.


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