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Sábado, 19 Out 2019
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POLÍTICA
PCP QUER PLANO NACIONAL DE COMBATE Á PRECARIEDADE LABORAL
Rádio Cova da Beira
O anúncio feito por Vítor Reis Silva durante uma conferência de imprensa em que a concelhia da Covilhã apresentou a campanha nacional “mais direitos, mais futuro, não à precariedade” que o PCP vai promover em todo o país até final do próximo mês de Junho.
Por Nuno Miguel em 24 de Feb de 2016

De acordo com o dirigente da concelhia da Covilhã as situações de precariedade são cada vez mais evidentes e importa tomar medidas de fundo para alterar a situação “hoje não só aumentam os contratos temporários como cada vez são mais aqueles que trabalham com contratos renováveis ao mês e à semana. A maioria passa anos nesta situação, a realizar exactamente a mesma função, ocupando o mesmo posto de trabalho, e confrontados com a ausência de qualquer perspectiva de progressão e de estabilidade. A situação é ainda mais grave quando a maioria destes trabalhadores desempenha tarefas permanentes, fazem falta nas empresas e noutros locais de trabalho mas trabalham com falsos recibos verdes, em prestação de serviços ou em bolsas de formação e investigação num processo de precariedade infernal”.

Uma campanha que também irá dedicar especial atenção à questão do desemprego “no ano passado havia mais de 646 mil desempregados em termos oficiais mas a análise desta realidade só fica completa se juntarmos os 522 mil desencorajados e subempregados e os 64 mil ocupados com contratos de emprego e inserção. Isto significa que temos um milhão e 168 mil desempregados o que corresponde a 22 por cento da população activa”.

Vítor Reis Silva afirma que Portugal será um país sem futuro caso as situações de desemprego, trabalho precário e baixos salários se continuarem a manter. Por isso o PCP vai apresentar um conjunto de propostas “desde logo um plano nacional de combate à precariedade laboral que dê resposta às diversas formas de aumento da exploração de que os trabalhadores são alvo; impedir o recurso à contratação precária com vista a reforçar a protecção dos trabalhadores nas situações de falsa prestação de serviços e ainda a implementação de um programa urgente de combate à precariedade laboral na administração pública”.


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