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Domingo, 17 Dez 2017
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CULTURA
ASTA INTEGRA PLATAFORMA CULTURAL
Rádio Cova da Beira
A associação de teatro e outras artes é uma das mais de 50 instituições que lançou uma petição pública a exigir ao governo que afecte um por cento do valor total do orçamento de estado para 2016 à área da cultura.
Por Nuno Miguel em 12 de Feb de 2016

A Asta é a única organização cultural sediada no distrito de Castelo Branco que está entre os subscritores iniciais deste documento que, de acordo com Sérgio Novo, apenas pretende salvaguardar um dos aspectos que está plasmado na constituição “este movimento surgiu no ano passado e já promoveu inúmeras iniciativas em várias cidades do país e onde já foi reivindicado o cumprimento de algo que está plasmado na nossa constituição e que define que deve ser afecto um por cento do valor do orçamento de estado à área da cultura e por isso este ano nós decidimos continuar esta luta. Trata-se de uma exigência que, a nosso ver, é mais do que correcta e legítima, sobretudo porque não devemos esquecer que a cultura é, acima de tudo, a identidade de um país”.

O presidente da ASTA sublinha que essa afectação de recursos é determinante para que a cultura deixe de ser um dos parentes pobres em Portugal “cada vez mais os cortes na área cultural são notórios, quer a nível governamental quer mesmo a nível autárquico. Não há fundos nem formas de as estruturas conseguirem desenvolver o seu trabalho uma vez que não podemos esquecer que esse trabalho tem um custo unitário e as pessoas às vezes esquecem-se disso. Para além disso muitas vezes também é esquecido que nós com as nossas actividades geramos dinheiro e é fundamental investir na cultura para que também a economia, na parte que nos toca, também possa funcionar”. 

A palavra corte tem sido uma das mais utilizadas no vocabulário da Asta ao longo dos últimos anos. Um cenário que Sérgio Novo espera ver modificado em 2016 “cada vez é mais complicado nós desenvolvermos actividades, os apoios são diminutos mas eu espero que em 2016 essa situação se inverta até porque temos dado constantemente provas do nosso trabalho. Só no ano passado conquistámos cinco prémios, dos quais quatro a nível internacional e um no festival “imaginário”, que é um dos mais importantes da Europa e que decorreu em Santa Maria da Feira”.

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