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Segunda, 18 Out 2021
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SOCIEDADE
TELE SAÚDE: PÓS GRADUAÇÃO ARRANCA NA UBI EM SETEMBRO
Rádio Cova da Beira
A implementação da tele saúde é determinante para mudar o paradigma da prestação de cuidados em Portugal. A afirmação feita pelo coordenador do grupo de trabalho em telemedicina e serviços partilhados durante um workshop sobre o tema que decorreu na faculdade de ciências da saúde da UBI.
Por Nuno Miguel em 30 de Jan de 2016

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De acordo com Luís Gonçalves o desenvolvimento desse sistema vai permitir um melhor acompanhamento dos doentes em regiões mais desertificadas como é o caso da Beira Interior “trata-se de algo fundamental para a concretização desse objectivo uma vez que nós estamos a procurar, através do desenvolvimento das TIC, mudar o paradigma da assistência médica uma vez que se devem tratar cada vez mais os casos de doenças crónicas porque a qualidade de vida das pessoas vai melhorando a pouco e pouco. Logo é necessário que este tipo de soluções seja cada vez mais disseminado pelas regiões e espalhar esta ideia como fundamental para operar essa mudança de paradigma”.

 

Luís Gonçalves acrescenta que no caso do centro hospitalar da Cova da Beira já estão a ser desenvolvidos alguns projectos na área da tele saúde e agora importa alargar o âmbito de acção a mais especialidades “aqui já há alguns exemplos, ainda há pouco tempo o centro hospitalar esteve envolvido numa prova de conceito relacionada com a insuficiência respiratória com pleno êxito. Isso veio provar que o método é bom, há participação e há que continuar esta aposta e disseminá-la noutras especialidades e também que os doentes exerçam uma pressão positiva nesse sentido”.

 

Já a partir do próximo ano lectivo, a faculdade de ciências da saúde da UBI vai ministrar um curso de pós graduação nesta área, com 20 vagas, mas que no futuro pode evoluir para um curso de mestrado, como refere o presidente do conselho de administração do centro hospitalar da Cova da Beira “nós em 2012 estivemos envolvidos, em consórcio, na criação do polo de telemonitorização da região e que tem vindo a desenvolver um conjunto de experiências e aplicações nessa área e foi por reconhecer o enorme potencial que ainda existe em alavancar o aparecimento de novas soluções nós decidimos avançar para este curso, que para já não é conferente de grau, mas que no futuro pode evoluir para um curso de mestrado”.

 

Miguel Castelo Branco acrescenta que este curso, embora não seja conducente à atribuição de grau, já tem reconhecimento assegurado por parte de alguns parceiros europeus “temos já uma parceria com a universidade francesa de Limoges que está disponível para considerar este curso como fazendo parte do curso de mestrado que já é ministrado por eles. Vamos continuar a trabalhar com outras universidades tendo em vista uma maior abrangência a nível internacional uma vez que os problemas que nós temos também preocupam outros países e importa encontrar as soluções numa rede que conte cada vez com mais parceiros”.

 

Na sessão de abertura deste workshop o presidente da comunidade intermunicipal das Beira e Serra da Estrela, Paulo Fernandes, deixou um repto ao desenvolvimento de novos projectos nesta área que podem encontrar financiamento junto do novo quadro comunitário. Um desafio que, de acordo com Miguel Castelo Branco, pode potenciar o desenvolvimento de novas soluções em tele saúde “neste momento já estão a ser desenvolvidos alguns projectos em co-produção para poder aproveitar estas novas potencialidades abertas pelas convocatórias de financiamento. O senhor presidente da CIM mostrou aqui abertura para que algumas dessas soluções inovadoras se possam candidatar e naturalmente que isso é muito interessante e eu creio que isso vai obviamente aguçar o engenho para que mais iniciativas possa ser apresentadas”.

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