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POLÍTICA
PERABOA: OPOSIÇÃO ABASTÉM-SE E ORÇAMENTO É APROVADO
Rádio Cova da Beira
Após duas reuniões, que sentaram à mesma mesa junta de freguesia e os eleitos da assembleia de freguesia, o orçamento e as grandes opções do plano para 2016, apresentados pela autarquia, foram por maioria aprovados. Os documentos receberam os votos favoráveis do PS e a abstenção do Movimento Acreditar Peraboa (MAP) e PSD.
Por Paulo Pinheiro em 29 de Jan de 2016

A primeira proposta contemplava um orçamento a rondar o milhão de euros e onde estavam incluídas as obras como a requalificação do antigo campo de futebol, no valor de 100 mil euros, montante idêntico para a conclusão das obras do lar do centro social do Divino Espírito Santo e ainda 500 mil euros para asfaltamento e electrificação de caminhos, nomeadamente para a ligação de Peraboa à anexa de Castanheiras. Na nova versão, o orçamento desceu para cerca de 170 mil euros porque do plano foram retiradas as três obras anteriormente referidas.

Antes da votação, o MAP justificou a sua decisão de se abster porque “não se constitui como entrave ao desenvolvimento e ao futuro da freguesia e dos seus habitantes”, no entanto, José Brás lamentou a necessidade da existência de uma segunda sessão para votar “algo que deveria ter sido votado na última sessão ordinária”.

O autarca do Movimento Acreditar Peraboa salientou o fato do presidente da junta “ter finalmente reconhecido, mais de dois anos após o ato eleitoral, a necessidade do diálogo sobretudo quando não se dispõe de uma maioria” saudando a retificação das propostas, por maioria consideradas como “utópicas, irrealistas, totalmente desfasadas das reais necessidades da freguesia e das gentes de Peraboa e Castanheiras”.

Também o PSD lembrou o propósito da nova sessão sublinhando que “hoje o que vamos votar é um orçamento diferente no montante e nas grandes opções”. Marco Aurélio, que constatou que nas grandes opções apenas está uma única obra que é o posto de saúde e Peraboa, com a verba de três mil euros, quis saber a que destinava o montante e porque é que a estrutura, inaugurada há nove meses, continua encerrada “a população está cansada de esperar. A população não merece o que lhe está a acontecer. Peço a esta junta que trabalhem e façam tudo para que rapidamente o posto de saúde de Peraboa esteja ao serviço da população”, disse.

O autarca do PSD saudou a decisão da junta de, após as duas reuniões com a assembleia, ter retirado do plano as obras do campo de futebol, os equipamentos para o Centro Social de Peraboa, o alcatroamento e eletrificação de caminhos e os 40 mil euros para uma feira

“Para colocar os 740 mil euros de despesas é preciso saber de onde vem o dinheiro. Não é colocar despesas e depois logo se vê”, afirmou.

Marco Aurélio não gostou das declarações produzidas no final da última sessão pelo presidente da junta segundo o qual, e numa referência à oposição na AF, disse existir uma “blindagem” ao trabalho da autarquia acusando o eleito do Partido Social Democrata de ter ido à última sessão “só para chumbar o orçamento e ir embora”. O autarca do PSD desafiou Sílvio Dias a repor a verdade assegurando que em nenhuma situação o presidente da junta ficou “blindado por responsabilidade dos membros da AF”.

Na sessão extraordinária, o presidente da junta lembrou os pareceres solicitados pela junta á CCDRC sobre a inscrição das verbas no orçamento e aa sobras no plano que, para o autarca, não eram claros. Sílvio Dias destacou o contributo de todos (membros da AF e junta) para que os problemas fosse ultrapassado e assim o orçamento e as grandes opções do plano para 2016 fossem aprovados.

Quanto às declarações no final da última sessão da AF, o presidente da junta assumiu que foram dirigidas ao autarca do PSD.

No final do encontro, à RCB, José Brás recordou que “desde o primeiro dia afirmámos, e continuamos a afirmar, que o caminho seria de para maior liberdade maior responsabilidade. O trabalho de cooperação que se fez neste momento e que deu este resultado, deu bons frutos, e penso que estamos no caminho certo para, daqui para a frente, ter um mandato mais produtivo e sem complicações como as que se registaram até aqui”.

Depois da correção do orçamento e do acordo alcançado entre junta e membros da AF os documentos foram aprovados. De acordo com Marco Aurélio, do PSD, o presidente da junta, desta vez, ouviu os elementos da oposição 

“Devia ser sempre assim. Esta junta apresenta muita festa e pouco trabalho quando temos acessibilidades lastimosas, cuja reparação devia estar no orçamento. É por isso que solicitei à junta que trabalhe mais”.

Criticas que não têm resposta do presidente da junta que não quis, no fim da assembleia, prestar declarações.


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