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Sexta, 23 Out 2020
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CIMD Cabecalho
POL�TICA
AUTARCAS APREENSIVOS
Rádio Cova da Beira
Os presidentes de câmara que integram a comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela não escondem a sua insatisfação com os atrasos na implementação do pacto estratégico para o desenvolvimento territorial, assinado com a CCDR em Agosto do ano passado. De então para cá nem um cêntimo foi injectado na economia e nenhuma obra foi adjudicada com dinheiros comunitários.
Por Nuno Miguel em 23 de Jan de 2016

José Manuel Biscaia, autarca de Manteigas e presidente da associação de municípios da Cova da Beira espera que a chegada de Paulo Fernandes à liderança da CIM possa também trazer um novo impulso à implementação do pacto no terreno “até agora estivemos mais ou menos a brincar aos quadros comunitários e o que é certo é que já estamos com dois anos de atrasos. Os municípios, a comunidade e as empresas estão a ser altamente penalizados com este atraso, tanto mais que o plano estratégico que nós definimos não foi assimilado pela CCDR. Espero que o novo presidente da CIM consiga agora encontrar forma de dar o passo qualitativo e quantitativo que falta”.  

 

Uma demora também lamentada pelo autarca de Seia. No entanto Filipe Camelo refere que “o primeiro ministro já colocou em cima da mesa aquilo que vai ser uma renegociação em torno desta relação com a comunidade para fazer em 2018, com um consenso que tem de ser encontrado em sede da assembleia da república e penso que essa é uma maneira de encontrar soluções num quadro temporal que, forçosamente, vai ter de ser diferente. E por isso as soluções que temos de encontrar irão muito além de 2020”.

 

Há no entanto que ter cautela nesse processo de renegociação, afirma o autarca de Gouveia que também desempenha funções como vice presidente da comunidade intermunicipal. Luís Tadeu teme que o “Portugal 20 20” se transforme num quadro eternamente adiado “não é um pacto para ser mudado a 100 por cento mas temos que partir de uma base para alguma coisa poder ser melhorada porque senão é um quadro comunitário eternamente adiado e o país não merece tamanha maldade. Nós precisamos que este dinheiro que vem para Portugal comece a ser sentido nas empresas, nas autarquias, nas IPSS e em todas as instituições que podem legitimamente candidatar-se a programas parta que o país, economicamente, comece a sentir mudanças. Nós temos um quadro comunitário para cumprir e por isso é preciso começar a coloca-lo no terreno”.

 

Já o presidente da câmara de Belmonte lamenta que as verbas definidas no pacto tenham ficado muito aquém das necessidades da região. Quanto aos atrasos na sua implementação, António Dias Rocha quer acreditar que, depois de tanto tempo, algo de positivo surja para a região “eu espero que possa haver crescimento com apostas e projectos que possam concretizar-se a nível privado porque na parte pública ficámos desiludidos com as verbas que foram distribuídas para os municípios e o pouco que temos vai ter de ser concretizado e que seja útil para as nossas populações”.

 

Só o presidente da câmara municipal da Guarda não entende a razão de tanto cepticismo. Álvaro Amaro refere que o calendário das candidaturas a fundos comunitários foi sempre longo e demorado “quem anda nisto há muitos anos sabe bem que quando se lança um quadro comunitário novo há uma regra que o quadro só termina dois anos; infelizmente tem sido assim nos quadros anteriores que só dois anos depois do seu início é que se começam a ver resultados”.

 


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