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Terça, 12 Nov 2019
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SOCIEDADE
CCAMFS: SÓCIOS ABANDONAM ASSEMBLEIA
Rádio Cova da Beira
Três associados, Carlos Pinto, Miguel Nascimento e João Neves, abandonaram a assembleia geral da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Região de Fundão e Sabugal (CCAMFS) em protesto pela forma como o presidente da mesa, Santos Silva, dirigiu os trabalhos da reunião onde João Chendo apresentou o último plano de actividades e orçamento como presidente da instituição.
Por Paula Brito em 30 de Dec de 2015
Um documento aprovado por maioria após a saída de Carlos Pinto que à RCB explicou os motivos que o levaram a abandonar a sala “porque esta assembleia é presidida por alguém que não tem a noção do lugar que ocupa, violando regras democráticas e princípios de salvaguarda de um grupo de interesses que hoje rege a CCAMF”, exemplo disso “é o corte da palavra, o impedimento de usar da palavra e discutir livremente os assuntos da Caixa, isto é um grupo fechado, é uma Caixa que apresenta grandes preocupações quanto á sua condução e só os tribunais é que podem por cobro a estas violações”.

Violações que segundo Carlos Pinto se estendem ao último acto eleitoral e que estiveram na origem de duas acções que moveu junto do tribunal administrativo e fiscal e Castelo Branco “está colocada em sede judicial um conjunto de violações que os actuais órgãos da Caixa praticaram relacionadas com o acto eleitoral mas que, como hoje se viu aqui, é uma prática comum”.

Santos Silva desconhece o teor das acções mas garante que o tribunal não deu provimento à providência cautelar intentada por Carlos Pinto para travar as eleições na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo. Um processo que, garante, foi conduzido cumprindo todas as normas. Quanto às acções que estão a decorrer a propósito de alegadas violações no processo “cabe aos tribunais decidirem se foi bem conduzido o processo, eu estou convencido que conduzi segundo as directrizes da Caixa Central e Banco de Portugal, portanto estou tranquilo”.

Na intervenção que realizou na assembleia geral Carlos Pinto criticou a forma como Santos Silva dirigiu o acto eleitoral, considerou os estatutos da Caixa “uma anedota” por promoverem a desigualdade entre associados e mostrou-se surpreso por, passados 30 dias das eleições, ainda não estarem empossados os novos órgãos. Uma situação que Santos Silva justificou, no final, à RCB “o processo está na Caixa Central, todos os órgãos têm ser aceites pelo Banco de Portugal e só depois de chegar a aceitação é que haverá a tomada de posse que nem poderia ser feita em 2015 porque o mandato é 2016/2018”.

A assembleia que encheu de novo o auditório da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Região de Fundão e Sabugal aprovou por o orçamento e plano de actividades para 2016. No próximo ano a CCAM prevê um aumento de 1,5% dos depósitos à ordem e a prazo “é um crescimento relativamente pequeno, em termos de proveitos andará na casa dos 4 milhões de euros”, mas os objectivos comerciais traduzem os objectivos gerais da instituição para o próximo ano “os objectivos são a manutenção da qualidade de serviço, de forma a manter a base de apoio dos sócios e clientes por forma a que o dinheiro não fuja, apesar de todas as guerras que têm para aí arranjado e de facto parece que as pessoas confiam em nós e estamos cá para durar”, frisou João Chendo, o presidente da direcção da CCAM do Fundão e Sabugal que apresentou o seu último orçamento que compara àquele  que foi encontrar quando chegou á presidência da CCAMF, há 23 anos atrás “com segurança podemos multiplicar o número por 20, é claro que houve aqui vários fenómenos como a integração do Sabugal, abrimos mais balcões, se conseguirmos conservar a saúde financeira do que temos para servirmos de base de sustentação á economia da região já é bom”.

João Chendo sai de consciência tranquila “totalmente, fiz o que pude, a minha idade aconselhava a que desse lugar aos mais novos, fiz o melhor que pude”.


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