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Quinta, 13 Dez 2018
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POLÍTICA
“O PROBLEMA”
Rádio Cova da Beira
É assim que é designado o caso Parc C no seio do executivo e da câmara da Covilhã “pela sua magnitude, pelo tempo que nos tem ocupado”, e também pelas consequências financeiras que daí resultam. A solução para “O problema” foi aprovada, com sete votos contra e sete abstenções, após mais de uma hora de discussão à volta do único tema que aqueceu a “fria” assembleia municipal da Covilhã que se arrastou por mais de seis horas, num auditório sem aquecimento.
Por Paula Brito em 30 de Dec de 2015

Na prática, o acordo de regularização da dívida do município à Parc C prevê o pagamento de 8,5 milhões de euros em 10 anos: nos primeiros 36 meses a prestação mensal é de 30 mil euros, nos 83 meses seguintes de 50 mil euros, e o restante na última prestação. No final, segundo Vítor Pereira, a autarquia terá pago, juros incluídos, 11 milhões de euros “dava para construir uma barragem”, frisou o autarca covilhanense.   

A bancada do PSD ainda chegou a propor a retirada deste ponto e o seu adiamento “por uns dias”. O tempo suficiente, no entender de Francisco Moreira, para uma análise mais profunda, “a pressa de resolução de um problema com este peso financeiro, com documentos só recebidos ontem, permitam-me a expressão, mas as cadelas apressadas parem os filhos cegos, e se a nossa proposta não for aceite só nos resta votar contra”.

Mas para Vítor Pereira o tempo e a negociação esgotaram “aqui não há mais margem de negociação, este negócio está fechado”, a sua não aprovação nesta assembleia,  traria consequências imediatas “os bancos deixam cair a proposta, significa cairmos no domínio do Fundo de Apoio Municipal, aumentarmos os impostos ao máximo e termos cá a troika”. A proposta de adiar o ponto acabou assim por ser reprovada.

João Bernardo, líder do Movimento Acreditar Covilhã entende que ainda havia margem de manobra uma vez que a assembleia podia ser adiada e não terminada e critica a forma como o processo foi conduzido “revela uma total falta de responsabilidade política por parte de alguns elementos desta câmara, porque quem decide desta forma leviana, sem analisar as consequências todas, sem que se exija da câmara a apresentação de todos os elementos relativos a um acordo desta dimensão, é de um seguidismo próprio de outros grupos que não os humanos e muito menos de uma assembleia municipal”.

“Cientes que não existem alternativas e que é necessário encontrar uma solução”, a bancada da CDU absteve-se “mas não podemos avalizar um caminho errado e grave seguido pelo anterior executivo PSD, não avalizamos o comportamento ruinoso de Carlos Pinto, consideramos que a actual autarquia podia e devia ter feito mais para evitar este desfecho ruinoso e discordamos com a decisão já tomada de transferir o silo auto para a ICOVI”, justificou Jorge Fael.

A solução encontrada também não agrada ao Partido Socialista que optou pelo mal menor “é uma solução que o PS não gosta, não quer, não deseja, e para a qual nunca contribuiu, se o problema não tivesse sido criado nós não teríamos que arranjar uma solução, contudo, tendo em vista o superior interesse do nosso concelho o PS votou favoravelmente esta solução porque entendemos que, de todo o mal, este é aquele que mais salvaguarda os interesses da Covilhã”.

Quanto aos juros que a autarquia está a pagar desde o dia 1 de Setembro último até final do ano, por incumprimento do pagamento da sentença do tribunal arbitral, segundo Vítor Pereira totalizam 275 mil euros e são “para pagar daqui por dois anos, em prestações mensais de 11 mil euros”, um acordo que já foi firmado com a Parc C e que está fora do acordo de regularização da dívida agora aprovado pela assembleia municipal da Covilhã.


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